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ÁFRICA - AS CRISES DA ÁFRICA OCIDENTAL

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Libéria, Costa do Marfim, São Tomé, Serra leoa, Guiné. São os Países da África ocidental abalados por guerras civis (Libéria, Costa do Marfim), profunda crise econômica (Guiné) e por golpe de Estado (São Tomé), ou que estão saindo de uma longa guerra civil (Serra leoa). A estas situações, juntam-se as convulsões do gigante nigeriano, um País de mais de 100 milhões de habitantes, atravessado por tensões regionais, étnicas e religiosas, freqüentemente alimentadas por políticos locais

Libéria. Se Serra Leoa e Costa do Marfim parecem ter tomado o caminho da paz, a Libéria está vivendo nestes dias alguns dos momentos mais dramáticos de sua história. Os rebeldes da LURD (Liberianos Unidos pela reconciliação e a democracia) lançaram a ofensiva decisiva contra a capital Monróvia para destruir o Presidente Charles Taylor. Se trata do mesmíssimo capítulo de uma guerra iniciada em 1999, com o nascimento da LURD, a quem se juntou em seguida o MODEL (Movimento pela Democracia em libéria) que atua ao longo da fronteira com a Costa do Marfim. O Presidente Taylor, após ter alimentado os conflitos nos países vizinhos (Serra leoa, Guiné e Costa do Marfim) deve agora enfrentar a condenação da comunidade internacional (que o acusa dos crimes cometidos em serra Leoa) de uma parte, e de outra, a guerrilha interna. “É possível escutar disparos de bombas provenientes de Mamba Point, a zona central da cidade” disse á Agência Fides de Monróvia, capital da Libéria, um missionário que não sitiamos por motivo de segurança. “Nesta região confluíram muitos refugiados que esperavam refugiarem-se entorno das embaixadas. infelizmente porém, também as sedes diplomáticas, como aquela dos estados unidos, foram atingidas. os civis não sabem mais onde ir”.

Serra Leoa. A crise de Serra leoa estourou na metade dos anos 90 do século passado, quando após uma série de golpes de estado, nasceu o RUF (Frente Unida Revolucionária), um movimento rebelde que se tornou tristemente conhecido pelas suas atrocidades ( arregimentação de crianças-soldados, ataques a civis indefesos). O RUF foi apoiado por anos pelo Presidente liberiano Taylor, que traficava diamantes com o movimento de Serra Leoa. O RUF acenou em maio de 2001 um cessar-fogo e o sucessivo desarmamento das próprias forças. 45.000 mil rebeldes iniciaram assim a deposição das armas. A Grã Bretanha (a potência colonial que controlava o país) enviou um forte contingente de tropas para forçar o RUF a fazer um acordo com o governo do Presidente Ahmad Tejan Kabbah. A ONU também mobilizou para o País uma força de 17.500 homens (UNAMSIL) para verificar o respeito à trégua. “O processo de paz está procedendo bem” disse à Agência Fides mons. Giorgio Biguzzi, bispo de Makeni. A criação do tribunal penal para jugar os crimes cometidos no país não provocou choques ou revoltas, enquanto a corte mandou a juízo os chefes do RUF e da milícia do governo”. Segundo Dom Biguzzi, “o esforço cumprido pela comunidade internacional em Serra Leoa pode servir de exemplo para uma intervenção na Libéria, mas ocorre apressar-se para colocar fim aos sofrimentos da população civil”.

Costa do Marfim. A guerra civil explodiu em setembro do ano passado quando um falido golpe de estado, se transforma em um conflito que envolve sobretudo o norte e o oeste do país. Se contrapõe às forças do presidente Gbado três movimentos de guerrilha: Movimento Popular da Costa do Marfim (MPCI); Movimento pela Justiça e pela Paz (MPJ) e o Movimento Popular do Grande Oeste (MPIGO). Para separar os adversários, a frança enviou uma força de paz à qual se uniu um contingente enviado por países da Comunidade econômica da África Ocidental (ECOWS). A formação de um governo de unidade nacional com a participação de representantes da guerrilha possibilitou o cessar fogo. “Há meses porém se criou uma situação de suspensão, porque não se chegou a um acordo sobre as nomeações dos ministros do interior da defesa” disse à Agência Fides o Pe. Lionello Melchiorri, missionário da Sociedade dos missionários Africanos (SMA). “A suspensão política se reflete também no terreno porque são muito difíceis as mobilizações entre as zonas controladas pelos rebeldes e os restante do país”, disse pe. Melchiorri. “A Caritas envia continuamente ajuda nas zonas rebeldes. Graças a estas, as famílias divididas conseguem o necessário para viver. além de alimentos e medicamentos, as ajudas compreendem também sementes para possibilitar a retomada da agricultura”.

Guiné. Esta ex-colônia francesa está atravessando uma grave crise econômica determinada pelos débitos contratados com o exterior e pelo aumento dos preços do combustível. Para economizar energia, foi suspenso o fornecimento de energia elétrica por diversas horas durante o dia. No país, estão presentes centenas de milhares de refugiados provenientes dos países vizinhos, agravando a já precária situação social e econômica.

São Tomé. Última em ordem cronológica, a crise neste pequeno Estado (179 mil habitantes) estourou na noite entre 15 e 16 de julho, quando um grupo de militares tomaram o poder para protestar contra a política do governo que, a seu dizer, teria empobrecido a população. A crise porém, poderia ser resolvida no curso de pouco tempo, visto que os golpistas liberaram algumas das personalidades prezas durante o golpe, e estão negociando a reentrada em Pátria do Presidente Fradique de Menezes, que se encontra na Nigéria. Um grupo de diplomatas do Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Gabon, Nigéria, Congo e estados Unidos está mediando para resolver a crise.
As duas ilhas revestem uma importância estratégica para os Estados Unidos que tem a intenção de instalar na região uma base naval. Companhias americanas também estão empenhadas em pesquisas perolíferas propedêuticas à futura exploração das jazidas ao longo das costas do pequeno estado.
(L.M) (Agência Fides 22/07/2003 – linhas: 77; palavras: 948)

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