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ÁFRICA /LIBÉRIA - INICIAM EM GHANA OS COLÓQUIOS DE PAZ ENTRE GOVERNO E GERRILHA DA LIBÉRIA. SOLIDARIEDADE DOS BISPOS DOS USA ÀS VÍTIMAS DA GUERRA CIVIL LIBERIANA.

Monrovia (Agência Fides)- Começaram ontem, quarta-feira 4 de junho, em Akosombo (Ghana) os diálogos entre governo liberiano e movimentos rebeldes: Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia na Libéria (MODEAL). Dos colóquios participa o Presidente liberiano Charles Taylor e seis chefes de Estrado dos países vizinhos. A reunião foi organizada sob a custódia da Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste e è presidia pelo presidente de Ghana, John Kufuor e por um grupo de contato instituído pelas Nações Unidas, compreende a União Européia, União Africana, Estados Unidos, França, Senegal, Ghana, Nigéria e Marrocos.
È a primeira vez que o governo e os rebeldes da Libéria se encontram para colocar fim a uma sanguinária guerra civil que está devastando o país desde 1999, e que evolve os Estados vizinhos, em particular Serra Leoa e Costa do Marfim.
A Libéria, fundada no século XIX pelos descendentes dos escravos americanos, foi objeto de uma recente declaração dos Bispos dos Estados Unidos: Publicada em 29 de maio, a declaração è assinada por Dom John H. Ricard, Bispos de Pensacola-Tallahassee e Presidente do Comitê para a Política Internacional da Conferência Episcopal dos Estados Unidos. “Desde 1999 – escrevem os Bispos americanos – o povo da Libéria está sofrendo as graves conseqüências de uma guerra civil que provocou a morte de milhares de civis inocentes. Mais de um milhão de pessoas foram forçadas a se tornarem refugiados internos, enquanto que meio milhão procuram refúgio nos países vizinhos. O governo e as forças rebeldes foram acusados de cometer graves violações dos direitos humanos, inclusive violência contra mulheres e moças, saques, massacres étnicos e recrutamento forçado de crianças”.
A guerra, segundo os Bispos americanos, destruiu a vida econômica e social do País: “O sistema educativo e o sanitário, já em pedaços por causa da primeira guerra civil de 1989-94, foram devastados. A tacha de desemprego è de 85% e a maior parte das atividades econômicas legais estão paradas”.
Neste contexto, os Bispos destacam que “Igrejas, hospitais e outros edifícios pertencentes às comunidades da Libéria foram saqueadas e destruídas pelos grupos rebeldes e pelas forças fiéis ao Presidente Taylor. Não obstante estes impedimentos, a Igreja católica continua a sua missão de servir aqueles que mais foram atingidos pela guerra. Junto com a Igreja da Libéria, permanecemos convictos que não existe uma solução militar para a guerra civil. Apoiamos o apelo da Igreja Católica e do Conselho Inter-religioso da Libéria para um imediato e incondicional cessar-fogo e para a criação de um governo de unidade nacional”.(Agência Fides 4/6/2003, linhas: 37; palavras: 458)

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O texto da declaração dos Bispos
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