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Jesus cansado por causa da viagem, sentou-se junto do poço.
Era por volta do meio-dia. Chegou então uma mulher samaritana
para tirar água. Jesus lhe disse: "Dá-me de
beber" (Jo. 4,6-7).
A linguagem, filosófica ou religiosa, para falar de Deus
criou intensíssimas e rarefeitas expressões: Ato
puro do Ser, Causa incausada, o totalmente Outro, o Absoluto,
o Onipotente.
O Deus de Abraão tinha revelado a Moisés o seu nome:
"EU SOU". O Evangelho de João supera estas elevações
quando apresenta Cristo, enviado de Deus e Deus ele mesmo, como
um homem "cansado por causa do caminho" que, numa região
campestre exposta ao sol, se senta junto de um poço e diz
a uma mulher samaritana e pecadora: "Dá-me de beber".
No mesmo trecho, o Mestre fala também de uma água
da qual quem beber "não mais terá sede",
lê nos segredos de toda a vida, ensina a adorar "com
espírito e lealdade". Mas nada é mais amável
do que este Deus que pede para beber.
Ele compartilha a minha canseira, a minha sede, quer ter necessidade
de mim.
É solidário com a minha condição de
homem, conhece as minhas secretas humilhações e
as esperanças; assegura-me que também da minha ruína
de vida pode brotar uma fonte para a vida eterna.
Não posso deixar de adorá-Lo em espírito
e lealdade. P. Salvatore Catalano
(Agência Fides / linhas: 23; palavras: 260)
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