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Abidjan (Agência Fides) - " Nossos caminhões
passaram sem nenhum problema através das linhas tanto do
exército do governo como dos rebeldes, para levar ajuda
e alimentação em regiões de conflito"
disse á Agência Fides Pe. Graziano da missão
do Pime de Bahiakro na Costa do Marfim. Os caminhões que
partirem em 26 de fevereiro, levam ajudas recolhidas na Itália
para as populações sofridas com os efeitos da guerra
civil. " Há meses as regiões em mãos
dos rebeldes estão isoladas do resto do País e somente
há pouco tempo conseguimos estabelecer os contatos e levar
ajudas" disse o Pe. Graziano. "Distribuímos em
Korhogo, cidade localizada mais ao norte do País, 15 toneladas
de arroz e 150 litros de óleo, além de tomates e
outros gêneros de primeira necessidade; em Roissykro, um
centro distante 20 Km daqui, foram distribuídos 15 toneladas
de arroz e 100 litros de óleo; em Bouaké 8o maior
centro do norte em mãos dos rebeldes) chegaram 15 toneladas
de arroz e 150 litros de óleo" disse ainda Pe. Graziano.
"O clima mais ameno que se respira com a formação
do governo de unidade nacional tornou possível a nossa
tarefa, mas sempre trabalhamos, também nos momentos mais
difíceis da crise, como entre setembro e novembro do ano
passado, quando acolhemos aqui em nossa missão mais de
35 mil refugiados. Tivemos que improvisar para encontrar alojamentos
sobretudo para os mais frágeis, os anciãos, as crianças,
os doentes. Fomos forçados também a hospedá-los
em nossos quartos. Agora o número de refugiados que assistimos
diretamente está reduzido a 6 mil pessoas, mas coordenamos
a distribuição das ajudas no território,
muito vasto: se pensarmos que somente a diocese de Bahiakro cobre
uma superfície de mais de 3 mil quilômetros quadrados.
Estamos nos transformando no ponto de referência para toda
a Igreja daqui até as zonas controladas pelos rebeldes.
Em Korhogo, por exemplo, existem dois padres diocesanos que por
meses ficaram isolados. Agora, ao invés, através
de nós, recebem ajudas regulares pelos quais agradecem
de coração aqueles que os enviaram". As ajudas
enviadas da Itália são essenciais": "Somente
para os refugiados que assistimos diretamente aqui em Bahiakro,
precisamos de 20 toneladas de arroz a cada 15 dias, porque a cada
2 semanas distribuímos um cesto com 4 quilos de arroz por
cabeça. até agora, o fluxo das ajudas nos permitiu
respeitar esta medida. Recebemos a cada dia 150 novas solicitações
de medicamentos e recebemos, no total, mais de 3 mil, que conseguimos
atender com as ajudas do exterior".
O grande esforço humanitário dos missionários
os torna capazes também de intervir junto às autoridades
em favor dos imigrantes, de Mali e de Burkina Faso, detidos pelo
exército acusados de estarem ao lado dos rebeldes. "Muito
freqüentemente se trata de gente pobre sem nenhuma relação
com os conflitos", afirmou Pe. Graziano. "Em cada caso,
pedimos sempre aos militares que ainda que fossem culpados, sejam
tratados com todas as garantias de leis e como seres humanos".
(L.M) (Agência Fides 27/02/2003 - linhas 34; palavras 520)
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