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Cidade do Vaticano (Agência Fides)- Não obstante
os tristes comportamentos por parte dos cristãos dos séculos
passados, de modo geral a cultura cristã e em particular
a Sede Apostólica foram os principais fatores de promoção
da paz tanto ao interno dos países, quando no que diz respeito
à política internacional. Assim afirmou o Presidente
do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, o Arcebispo
Dom Renato Martino, falando da ação pacifista da
Igreja através das instituições internacionais,
em um seminário de estudo do Instituto de Direito Internacional
pela paz "Giuseppe Toniolo", da Ação católica
Italiana, com o título: " A contribuição
da Igreja pela causa da paz", seminário em curso em
Roma junto à Domus Marie.
Após um relato histórico sobre a atuação
pacifista da Igreja nos séculos passados e uma pontualização
sobre rezões bíblicas e doutrinais, além
da conveniência de tais ações, Dom Martino
deteve-se particularmente sobre quatro intervenções
eclesiásticas em particular.
Referindo-se aos 16 anos de seu mandato como Observador permanente
da Santa Sé junto as Nações Unidas em New
York, o prelado falou das intervenções diretas no
sentido de promover o desenvolvimento dos povos mais pobres e
necessitados, para que - segundo a definição de
Paulo VI - " o desenvolvimento é o novo nome da paz".
Depois, tratou das intervenções diplomáticas
eclesiais com o fim de apoiar e intensificar a defesa dos direitos
humanos de cada pessoa, especialmente dos mais frágeis,
pois que - sob a bandeira da Paz na terra" de João
XXIII - não pode haver paz sem o respeito e a realização
de tais direitos. Dom Martinho ilustrou a ação pacifista
da Igreja em direção a limitar a proliferação
de armas, raiz do desencadeamento das guerras na história
humana. por fim, o Arcebispo Martino falou sobre as intervenções
eclesiais direcionadas à composição dos conflitos
em curso e a prevenção de outros tantos possíveis.
Sobre este último aspecto, depois de ter lembrado a histórica
intervenção do Papa João durante a crise
dos mísseis em Cuba, quando o mundo se encontrou sob as
sombras de uma guerra nuclear, o prelado ressaltou que é
sob os olhos de todos a incansável ação diplomática
do atual Pontífice e da Santa Sé para distanciar
do horizonte da terrível ameaça de uma guerra que
poderá ocorrer no Oriente Médio. (Agência
Fides 27/02/2003 - linhas: 30 , Palavras 403)
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