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Abdijan (Agência Fides) - " finalmente o presidente
Laurent Gbagbo falou à nação", disse
a nossa fonte na costa do Marfim. " Se esperava com ansiedade
o pronunciamento do presidente após dias de protesto contra
os acordos de Marcoussis, assinados em 24 de janeiro deste ano
na França pelo governo e rebeldes para colocar fim à
guerra civil na Costa do Marfim. O presidente disse aceitar o
espírito dos acordos, como base de trabalho para restabelecer
a paz no país. Ele acrescentou que existem algumas partes
do acordo que estão em contraste com a Constituição.
Em particular, citou o previsto desarmamento do exército
regular a ser cumprido simultaneamente as forças dos movimentos
rebeldes, e a formação do governo que deve permanecer
uma prerrogativa presidencial. Gbagdo de fato defendeu que a Costa
do Marfim é uma república presidencial não
parlamentar, e que a composição do governo faz parte
das atribuições do presidente.
O pronunciamento do Presidente foi bem acolhida pela população
das zonas controladas pelo governo, enquanto que os rebeldes declararam
que os acordos de Marcoussis devem ser respeitados na carta. Corre-se
o risco de permanecer tudo em discussão e por isso, haverá
hoje, em Yamoussoukro (capital administrativa do país)
uma reunião dos países da África ocidental
que apóiam o processo de paz" continua a nossa fonte.
" Esperamos que se chegue a um acordo entre as partes, do
contrário o país poderá cair em uma espiral
de violência. Infelizmente, já existem sinais de
guerra no oeste do país, onde grupos de rebeldes se encontraram
com o exército".
A situação está de tornando difícil
também para a Igreja, em particular na diocese de Man,
onde diversas paróquias e missões continuam a ser
saqueadas por bandos de rebeldes, provenientes da libéria.
" O Bispo local", destaca com força a nossa fonte,
"mesmo tendo sido convidado a partir, permaneceu em seu posto
para estar junto aos fiéis e aos sacerdotes nestes momentos
dramáticos". (L.M) (Agência Fides 10/02/2003
linhas: 25 Palavras :344)
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