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Abidjan (Agenzia Fides) - "Nos últimos dias em Abidján
viveram-se momentos de alta tensão", afirmou uma fonte
local contatada pela Agência Fides na Costa do Marfim. "Após
os acordos entre o Presidente Gbagbo e a guerrilha, - firmados
em França na semana passada - os partidários do
Presidente foram às ruas para protestar, pois consideram
que tenham sido feitas concessões excessivas aos rebeldes.
Eles retêm a França como responsável de tais
concessões e atacaram os símbolos da presença
francesa no país: a Embaixada Francesa (onde não
conseguiram entrar); o Quartel das forças francesas da
Costa do Marfim; um centro comercial e habitações
privadas. O Consulado de Burkina Faso foi parcialmente incendiado.
Burkina é acusado de apoiar os rebeldes. Na fronte militar
a situação está tranqüila, não
se verificam, de fato, incidentes e rege cessar-fogo. Em Bouaké,
a principal cidade do Norte sob controle dos rebeldes, registraram-se
manifestações de contentamento pela conquista do
acordo".
O entendimento prevê a conservação no poder
do Presidente Laurant Gbagbo até o final do seu mandato
e a criação de um governo de unidade nacional aberto
a todos os partidos, que se ocupará de promover novas eleições,
definidas, pelo acordo como "credíveis e transparentes",
em datas a serem estabelecidas. Sabato Seydou Diarra foi nomeado
Primeiro Ministro do Governo de Unidade Nacional.
Um dos pontos contestados pelos partidários de Gbagbo e
pelos militares governativos é aquele que prevê o
desarmamento conjunto das forças rebeldes e daqueles regulares.
"Os militares não estão muito contentes - disse
a fonte da 'Agenzia Fides' - sentem-se humilhados porque estão
equiparados aos rebeldes que procuraram tomar o poder à
força". (L.M.) (Agenzia Fides 27/1/2003)
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