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África/Costa do Marfim - "Estamos no bom caminho para fazer com que a paz retorne", disse Mário Giro, representante da Comunidade Santo Egídio aos colóquios de "Marcoussis".

Paris (Agenzia Fides) - "O acordo feito na noite de sexta-feira apresenta as premissas para pacificar a Costa do Marfim", disse Mário Giro, representante da Comunidade de Santo Egídio, a Agência Fides. Na localidade francesa deram-se as tratativas entre as várias partes para pôr fim à guerra civil iniciada no último mês de setembro. "Aquilo que deve ser ressaltado - diz Giro - é que este acordo afronta todos os nós da crise: a questão da cidadania; as relações entre as regiões do Norte e aquelas do Sul, etc... Procurou-se dar uma resposta a todos estes problemas. É certo que sobre alguns pontos se chegou a um compromisso parcial, mas o fato importante é que se iniciou a discutí-los. Ainda que se necessitará de tempo para resolver todas as controvérsias, se está seguramente no bom caminho. Certamente, todos os componentes sociais e políticos deverão dar prova de grande paciência e de capacidade de manter a calma, assim como a comunidade internacional deverá continuar assistindo a Costa do Marfim no seu caminho rumo à paz".
Não todos, no entanto, acolheram positivamente a conquista do acordo e em Abidjan registraram-se manifestações violentas. "Estas manifestações - diz Giro - foram quase previsíveis. Os extremistas que não querem a paz certamente não desapareceram e se apóiam numa massa de jovens desempregados, facilmente instrumentalizáveis. Mas permaneço confiante que estamos diante de episódios circunscritos". Até mesmo o Presidente Gbagbo empenhou-se de maneira solene pela paz, afirmando: "As guerras concluem-se ou com a vitória ou através de acordos. Eu não venci a guerra", deixando, portanto, espaço ao acordo.
"A guerra colocou em evidência o contraste entre as etnias do Norte e aquelas do Sul, mas não teve um conflito religioso", sublinha Giro, "o Cardeal Bernard Agre, Arcebispo de Abidjan, empenhou-se muito para evitar que o confronto assumisse conotações de guerra de religião. Também a Comunidade de Santo Egídio, presente há anos na Costa do Marfim, continua promovendo iniciativas para superar as barreiras que dividem os costa-marfinenses". (L.M.) (Agenzia Fides 27/01/2003)

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