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África/ Costa de Marfim - Assinado um acordo entre o exército e rebeldes para resolver pacificamente a crise. O Presidente Gbagbo permanece no cargo até que haja novas eleições.

Abidjan (Agência Fides)- Não houve ainda reações no País contra o acordo feito entre o governo e os rebeldes na noite de 23 de janeiro na França.Uma fonte local contatada pela Agência Fides afirmou que " O sucesso do acordo é certamente um dom de Deus e é um fato muito positivo. Existe ainda muita estrada a ser percorrida para a aplicação concreta dos acordos, e é necessário também convencer as pessoas que para obter a paz ocorre fazer compromissos. É melhor renunciar a algumas pretensões pessoais visando o bem de todos, sobretudo do povo pobre que tanto está sofrendo por causa dos combates. A comunidade internacional deverá empenhar-se a fundo para ajudar o povo da Costa de Marfim a aplicar os acordos. Em particular, os países vizinhos e as Nações Unidas deverão enviar observadores sobre ao local para verificarem o respeito à trégua".
O acordo prevê a manutenção no poder do Presidente Laurant Gbano até o fim de seu mandato e a criação de um governo de unidade nacional aberto a todos os partidos, que haverá a tarefa de preparar novas eleições, definidas, de acordo com o texto do acordo, "credíveis e transparentes" em uma data ainda a ser estabelecida.
Não houve ainda um cessar fogo definitivo, em particular no Oeste do País onde continuam os combates entre o exército e rebeldes do movimento pela Justiça e a Paz (MJO) e do Movimento Popular do Grande Oeste (Mpigo). " Aqui a situação é muito delicada", comenta a fonte da Agência Fides: " Existem sinais da presença de grupos armados da Libéria; não se sabe se se trata do exército liberiano, de elementos rebeldes ou de bandidos. A intensidade dos combates é demonstrada pelo fato que as forças regulares estão usando helicóptero de combate para expulsar os invasores". (LM.) (Agência Fides 25/1/2003)

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