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Jacarta (Agência Fides)- O aborto contrário à
fé e à moral dos muçulmanos e Cristãos,
poderá ser legalizado na Indonésia se for aprovada
uma recente proposta da associação pela Planificação
Familiar Nacional, reconhecida pelo governo: o projeto de lei
prevê o aborto do feto que tenha até 10 semanas de
vida. A Agência Fides interpelou a propósito o padre
Jesuíta Adolf Heuken, 73 anos. O sacerdote alemão,
especialista em teologia moral, há 43 anos missionário
na Indonésia, pensa que ainda seja possível salvar
a vida nascente se houver uma ação conjunta de muçulmanos
e Cristãos. O missionário descreve assim a situação
atual: " Em Jacarta, existem médicos e estruturas
sanitárias que efetuam um grande número de abortos,
apesar de ser oficialmente ilegal. Em alguns lugares existem pessoas
que levam as mulheres aos médicos que praticam o aborto.
Alguns médicos guanham muito dinheiro porque é uma
prática ilegal, mas nos dias de hoje, quem pode encontrar
facilmente um doutor ou um obstetra que o façam? A polícia
não intervém". Explicando como convenceu os
cristãos pro life a fazer contatos com muçulmanos,
Pe. Heuken disse para a Agência Fides: " Falei com
Perdhaki, a Organização dos hospitais católicos,
para criar um contato com os muçulmanos contrários
ao aborto, para ser mais fortes. Perdhaki estabeleceu com as duas
maiores organizações muçulmanas indonésias:
a Nahdlatul e a Mohammadiyah. Todos demonstraram-se disponíveis
em unir esforços, mas por causa do atentado em Bali e do
envolvimento nos últimos atos terroristas de muitos extremistas
islâmicos, para o momento se retiraram. espero que o contato
com as organizações muçulmanas contrárias
ao aborto possa ser restabelecido não apenas se for acalmada
a questão do terrorismo". (P.S)
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