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Cotonou (Agência Fides)- A República de Benin, com
os seus 5 milhões e 300 mil habitantes sobre uma superfície
de 112.680 Km2 é "terra feliz" do Continente
Africano.
o País, ex colônia francesa, independente desde 1960,
saiu desde 1989 de um triste período de ditadura comunista
que durou 18 anos.
Um papel importante da moralização da vida pública
e política, na delicada passagem à democracia, é
até hoje reconhecido pela igreja, sobretudo através
mons. Isidore de Souza, arcebispo de Cotonou, desaparecido em
1999.
Apesar das diferenças étnicas e religiosas, que
alimentam um certo regionalismo, Benin goza de uma estável
paz ainda que seja obrigada a confrontar-se com problemas endêmicos
do Continente africano, sobretudo aqueles relativos ao subdesenvolvimento.
No país, existem diversas confissões religiosas.
Os católicos representam 25% total, os protestantes 5%
e os muçulmanos, concentrados sobretudo ao Norte, 14%.
o restante é representado pelos animistas (vodu) e pelos
pertencentes à diversas seitas que se inspiram em um cristianismo
pentecostal, com diversos elementos de sincretismo. no país,
existem 10 dioceses, das quais duas sedes metropolitanas (Cotonou
e Parakou).
Os esforços da Igreja de atuar nos próximos anos
para responder aos desafios do Terceiro Milênio e a uma
sociedade em mudança, dizem respeito à salvaguarda
da unidade nacional e da paz, a promoção da família
e a defesa da vida, a promoção da educação
católica, a renovação missionária.
Diante das campanhas anti-demográficas da ONU - que impõem
esterilização e contracepção em massa-
e de uma cultura poligâmica que mortifica a dignidade das
mulheres, os direitos das crianças e o sentido do matrimônio
cristão, surgiu em Cotonou, a Seção para
a África do instituto João Paulo II para o Matrimônio
e a família (ICAF). O ICAF depende da pontifícia
Universidade Lateranense e do Instituto dos Artesãos de
Justiça e Paz (IAJP) e tem a tarefa de oferecer formação
adequada para favorecer uma cultura da vida e da família.
Não podemos nos esquecer que nos últimos anos Benin
foi também teatro do tráfico das "crianças-escravas".
O episcopado de Benin fez sentir forte a sua voz denunciando estes
atos e dando início à ações concretas
de sensibilização da população e,
em particular, das autoridades judiciárias.
Seja os institutos religiosos e como as dioceses, estão
empenhadas na construção de obras sociais como orfanatos,
escolas, hospitais e consultórios, asilos para anciãos
e centros de formação profissional e artesanal,
seja para rapazes como para moças.
No campo dos meios de comunicação, Benin tem a primeira
rádio católica da áfrica via satélite
e uma Fm nacional: Radio Ummaculée Conceotion. Dirigida
e gestida pelos Frades Franciscanos da Imaculada, é um
eficaz instrumento de conversão e despertar religioso através
de uma programação bem estudada e adapta a todas
as categorias sociais. está em fase avançada também
o projeto de uma televisão católica. Os jornais
e revistas de inspiração cristã de maior
tiragem são:La Croix du Benin, Marie au Mondie e Pentecòte
ad'Afrique.
o episcopado encorajou nestes últimos anos também
a missão ad gentes através do envio de padres locais
fidei donum em Nova Caledônia e Marrocos e religiosas de
Benin para a Colômbia. A cooperação missionária
ad intra se intensifica diante das urgências das dioceses
mais pobres do Norte. Notável é o número
das vocações à vida sacerdotal apesar de
toda as dificuldades quanto à formação devido
o limitado número de professores e formadores.
Em agosto passado, foi inaugurado pelo cardeal Bernardin Gantin,
um filho de Benin, o Santuário mariano nacional de Dassa-Zoumé
que foi financiado principalmente pela Conferência Episcopal
Italiana.
Em 2002, foi celebrado o primeiro Congresso Eucarístico
Nacional, cuja a conclusão será presidida pelo cardeal
Crescenzio Sepe, prefeito da congregação para a
Evangelização dos povos, em 24 de novembro próximo.
(Agência Fides 22/11/2002)
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