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Abidjan (Agência Fides)- " Chegamos a um ponto muito
delicado"- disse uma fonte local contactada pela Agência
Fides - " as negociatas de paz entre o governo da Costa de
Marfim e os rebeldes estão atravessando sérias dificuldades.
Os rebeldes lançaram algumas propostas muito vagas, como
a necessidade de instaurar "uma nova ordem pública",
somente para ganharem tempo e criarem confusão. o governo,
em precedência, havia proposto um referendum para reformar
a Constituição. o ponto em discussão é
o artigo 35 da constituição vigente que estabelece
os critérios de cidadania no País. Atualmente para
ser um cidadão da Costa de Marfim, é necessário
ter nascido de pai ou mãe de nacionalidade local e não
ter adquirido cidadania em um outro País. O referendum
proposto pelo presidente coloca somente a questão "
desejam ou não a reforma da Constituição?"
sem tratar de questões concretas objetos de uma eventual
nova Carta Constitucional. Isto não basta para os rebeldes,
que temem, também, a exclusão do voto de seus mantenedores.
A grave crise das conversações de paz de Lomé,
dá força a quem, tanto da parte do governo como
dos rebeldes, quer a guerra. As pessoas estão perdendo
a esperança e a sensação é a de encontrar-se
na base de um vulcão pronto para explodir.
A única nota positiva é a retomada dos contatos
telefônicos com as dioceses do Norte que estão nas
mãos dos rebeldes. Os comboios humanitários da Caritas
também estão viajando regularmente levando socorros
à população destas zonas". (Agência
Fides 21/11/2002)
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