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Addis Abeda (Agência Fides)- " Na Etiópia,
a situação alimentar é muito grave"
diz sem preâmbulos Silvano Maria Tomasi, Núncio Apostólico
na Etiópia e Eritréia, em uma entrevista à
Agência Fides. " Se calcula que existem pelo menos
6 milhões de pessoas que correm o risco devido a carência
alimentar. Se prevê que, se não houver uma intervenção
de ajuda em tempo, entre março e abril, este número
crescerá até 15 milhões de pessoas. o governo
etíope e as Nações Unidas calculam que para
matar a fome de uma população assim numerosa, são
necessários pelo menos 2 milhões de toneladas de
alimentos até o outono de 2003. Isto, esperando que a seca
termine e que as próximas colheitas sejam suficientes para
matar a fome da população"
muitos se perguntam quais são as causas das carências
que, ciclicamente ocorrem na Etiópia. "Um observador
supercial pode ficar espantado ao ver um País tão
grande, com uma população de 67 milhões de
habitantes, possa ser vítima de recorrentes crises alimentares.
Mas, uma boa parte do território é montanhoso e
deserto, inadapto para a agricultura, e as condições
climáticas são imprevisíveis. este ano, por
exemplo, as duas estações de chuva (janeiro -fevereiro
e abril-maio) foram particularmente secas, danejando as plantações.
85% da população vive da agricultura de subsistência.
trata-se portanto de uma estrutura econômica frágil,
na qual o estado mantém a propriedade dos terrenos. Os
camponeses que cultivam não possuem nenhum lucro, e nem
a possibilidade econômica de introduzir melhorias, como
canais de irrigação ou fertilizantes. A fome deriva,
portanto, da falta de infra-estrutura".
A agência Fides abrirá uma seção em
seu site dedicada ao problema da fome, infelizmente um grave problema
em diversos países do mundo. (Agência Fides 20/11/2002)
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