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Roma (Agência Fides)- Um grito de alarme sobre o sistema
de comunicação vem de especialistas vem de adeptos
aos trabalhos do mundo missionário. "A audiência
que regulam a vida das televisões nos penalizam",
disseram à Agência Fides. "Chega desta papinha
feita com receitas engessadas. Também no perene debate
sobre a audiência que anima os jornalistas do mundo, nenhum
focalizou verdadeiramente o significado do fenômeno. N[os
queremos propor à atenção dos vértices
da TV e das autoridades dos governos um tipo de Communication
Quality Forum. A metição quantitativa do sucesso
dos programas de Tv marginalizou a informação positiva,
aquela que induz o público a refletir, e privilegiou uma
comunicação emotiva e confusa. "O telecomando
é o verdadeiro espantalho dos autores de Tv em todo o mundo.
Para evitar que os telespectadores mudem de canal, o bombardeiam
continuamente de imagens ou de conteúdos sempre mais violentos,
como uma espécie de overdose permanente de emoções.
Disso, estão convictos também muitos dos relatores
do convenio "Palavras mediáticas"organizado pela
Cei em Roma na semana passada. Neste contexto não encontram
espaço a reflexão necessária para compreender
as pessoas que estão próximas e que sofrem não
apenas de fome mas sobretudo pela perda da esperança".
Segundo este grupo de missionários e especialistas em comunicação,
não se pode, porém, generalizar. "Existem programas
bons e programas ruins, assim como existem pessoas sérias
e outras não. Mas na atual evolução, de forma
geral, a bondade de alguns programas se perde, enquanto seria,
do contrário, valorizadas". Também quando na
televisão se fala das atividades de evangelização,
quase sempre vem exaltado o aspecto mais forte e mais escandaloso.
"Nos contactam na áfrica ou na Ásia somente
para saber quantos foram mortos assassinados e se fizemos registros
televisivos de tais eventos. É frustrante: o nosso trabalho
cotidiano está em um nível completamente diferente.
As inúmeras pequenas histórias positivas de retorno
à esperança que nós vivemos a cada dia não
encontram cidadania na Tv". Mas o problema não é
somente das missões, completaram. "Se se tira a esperança
das estratégias editoriais do sistema mass media e se se
tira o espaço para refletir sobre a necessidade de amar-se
como irmãos, o mundo inteiro deverá sofrer as consequências.
Se considera o terceiro Mundo como um problema distante e o ocidente
perdeu a capacidade de construir uma autêntica solidariedade".
Estes nossos missionários propõe um tipo de Communication
Quality Fórum, uma espécie de Nações
Unidas que defenda e promova a qualidade da informação
e do entretenimento. "Dos vários contadores de audiência
já sabemos tudo, mas nos perguntamos os especialistas qualificados
da sociedade civil, das associações que cotidianamente
vivem os valores mais altos da solidariedade) não podem
dar vida a critérios de medição do quanto
os programas incidem sobre o crescimento ou a diminuição
da cultura dos povos. De indicadores que digam quanto os programas
televisivos fizeram crescer as nações do ponto de
vista cultural, da solidariedade, do respeito recíproco".
A Agência Fides propõe a quantos tem no coração
o desejo do progresso civil das nações, estas reflexões
de um grupo de missionários, na certeza que serão
motivo de reflexão e empenho para todos.
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