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Messaggio di Giovanni
Paolo II in occasione della "Campagna di Fraternità"
in Brasile
"Vita, dignità e speranza" |
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Giovanni Paolo II ha inviato un Messaggio
in occasione della "Campagna di Fraternità" in
Brasile che ha per tema: "Vita, dignità e speranza".
Nel Tempo della Quaresima il Papa invita, in modo particolare, a
riflettere e ad approfondire il tema della fraternità con
le persone anziane "affinché non si lascino abbattere
dallo sconforto".
Ecco il testo del Messaggio del Santo Padre:
Ao Venerável Irmão no Episcopado D. JAYME HENRIQUE
CHEMELLO Presidente da CNBB
"Ensinai-nos a contar os nossos dias, para que guiemos o coração
na sabedoria" (Sl 90 [89], 12)
É com particular afeto que saúdo o Episcopado do Brasil
e todo o povo dessa amada Nação que, por ocasião
da Quarta-Feira de Cinzas, inicia sua caminhada em direção
à Páscoa da Ressurreição, com o estímulo
de uma nova Campanha da Fraternidade, este ano com o lema: "Vida,
dignidade e esperança".
O empenho sincero em refletir e aprofundar, precisamente dentro
do período da Quaresma, o tema da fraternidade com as pessoas
idosas, pode ser enquadrado no marco da "sabedoria". Dentro
da própria existência, os anciãos são
convidados a viver o plano que Deus tem para cada um, repetindo
com o salmista: "De vossos decretos eu não me desvio,
porque vós mos ensinastes" (Sl 119 [118], 102). Por
sua vez, a certeza de que o tempo da vida é limitado leva-lhes
a encarar todas as coisas à luz da Verdade divina, reconhecendo
a relatividade de qualquer outra realidade. Mas a vida terrena,
apesar dos seus limites e sofrimentos, conserva sempre o seu valor
e deve ser aceita até o fim. Para o cristão, ela "assume
os contornos de uma "passagem", de uma ponte lançada
da vida à Vida, entre a alegria frágil e insegura
desta terra e o gozo total que o Senhor reserva aos seus servos
fiéis" (Carta aos Anciãos, 16).
A Igreja, perita em humanidade, indica, por mandato do Redentor,
o caminho para o bem espiritual e humano, caminho de reconciliação
e de penitência, mediante a conversão pessoal e a solidariedade
com o próximo. Tal solidariedade, hoje necessária
especialmente com os anciãos, é devida ao aumento
da idade média, que o progresso da medicina tornou possível.
A velhice sempre existiu, mas hoje ela apresenta-se com características
particulares por causa da maior longevidade das pessoas. É
necessário, portanto, programar com urgência o auxílio
a esses nossos irmãos e irmãs. Isto requer uma mudança
de mentalidade: a cultura utilitarista e materialista, que mede
o valor do homem por aquilo que ele produz e consome, é urgente
substituir por uma cultura que reconheça o valor "absoluto"
de cada pessoa, seja qual for o grau de capacidade e eficiência
de que disponha.
Faço votos de que seja dada nova vida aos programas sociais
e de saúde, de amparo à velhice, não só
por parte das instituições públicas e privadas,
mas também através das diversas pastorais diocesanas.
Meu pensamento se dirige a todos os anciãos do Brasil, de
modo especial aos viúvos e às viúvas, aos religiosos
e religiosas anciãos e aos caríssimos irmãos
no sacerdócio. A todos os que se encontram nos Lares para
Anciãos, nas casas de repouso, nos hospitais e, sobretudo,
aos pobres envio meu caloroso abraço e meu encorajamento
a fim de que não se deixem arrastar pelo desânimo.
Se Deus permite o sofrimento devido à enfermidade ou a qualquer
outro motivo, "dá-nos sempre a graça e a força
para que nos unamos com mais amor ao sacrifício do seu Filho
e participemos com mais intensidade no seu projeto salvífico"
(Ibid., n. 13).
A todos os queridos anciãos brasileiros envio, como estímulo
para a sua presença válida na sociedade, em penhor
de abundantes favores de Deus, uma especial Bênção
Apostólica.
Vaticano, 4 de janeiro de 2003.
Da l'Osservatore Romano - edizione quotidiana - del 5 marzo 2003 |
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