o portal congregação p.o.m. collegium urbano urbaniana fides santa sé
testata banner mongolia
 
 HOME ITALIANO ESPAÑOL ENGLISH FRANÇAIS PORTUGUÉS DEUTSCH CHINESE
Evangelho
Santos
Magistério
Congregação
Pontifícias Obras Missionárias
Universidade Urbaniana
Subsídios
Animação
Estatísticas
Testemunhos
Martirológio
Jubileu 2000
Vida da Igreja
Missionários
Institutos Religiosos
Movimentos e Associações
Universidades Católicas
Cultura
História
Arte
Cinema e fotografia
Rádio e TV
Música
Poesia
Saúde
Tecnologia
Geografia
360° News
Dossiê
Aprofun-
damentos
Entrevistas
Relatos
Recensões
Para os mais pequeninos

Sobre o futuro do congresso do Partido Comunista chinês, que suscitou notáveis esperanças para o futuro da China, a Agência Fides dirigiu algumas perguntas ao Cardeal Chinês Paul Shan Kuo-shi, Bispo da diocese de Kaoshiung, que se encontra no Vaticano para participar dos trabalhos da Comissão pós-sinodal que avalia a aplicação do Sínodo pela Ásia nos Países asiáticos. O Cardeal Paul Shan Kuo-hsi nasceu na China Continental, em Puyang, Hopeh, em 1923. Entrou na Companhia de Jesus em Pequim, em 1946. Foi ordenado sacerdote em Baguió (Filipinas), em 18 de março de 1955. Em 15 de novembro de 1979, foi eleito Bispo de Hwalien e em 4 de fevereiro de 1980, recebeu a ordenação episcopal. Em 4 de março de 1991, foi nomeado Bispo de Kaohsiung. Desempenhou numerosos encargos seja pela Santa Sé, como pela Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC)
.
" Dos novos protagonistas do partido comunista, se poderá esperar maior liberdade religiosa?" se pergunta o cardeal chinês Paul Shan Kuo-shi, bispo de Kaohsiung (Taiwan)
Eminência, o 16o congresso do Partido comunista chinês foi concluído há pouco em Pequim. Em sua opinião, que mudanças haverão?

" A política de abertura da china continental trouxe grandes progressos. Após a abertura econômica, muitos empreendedores taiwandeses foram para a china Continental, especialmente após o ingresso da China na Organização Mundial do Comércio. Ao mesmo tempo, notamos também que cada nova geração de líderes políticos comunistas, aplicou uma política sempre mais aberta, dando mais liberdade. esperamos que a quarta geração de líderes comunistas se empenhem mais pela liberdade religiosa e promova uma política mais aberta. Os novos líderes devem saber que a Igreja jamais teve ambições políticas, nem econômicas e nem militares. o nosso único objetivo é o bem comum, o bem-estar do povo chinês, dar um contributo para a construção do País. No passado trabalhamos na China Continental no âmbito educativo, sanitário e caritativo; mas esta é uma obra que a Igreja desenvolve em todo o mundo, não só na China. por isto, gostaria de dizer aos novos líderes que não há razão para ter medo da Igreja. aquilo que nos pedimos é somente a liberdade religiosa, pedimos somente poder conduzir livremente a nossa vida de fé."

Poderia ilustrar-nos a situação da Igreja de Taiwan? Quais são as maiores preocupações do momento?

A igreja em Taiwan é ainda pequena, não obstante os seus 143 anos de história cristã. Pela falta de pessoal e as dificuldades de comunicação, no final dos anos 40 os católicos eram menos de 10.000. Nos anos 50 e 60, a igreja católica teve um grande desenvolvimento, podemos dizer que foi a nossa época de ouro. havia mais de mil e cem padres e a construção de igrejas, escolas, hospitais teve um grande desenvolvimento. a igreja pode trabalhar em modo proveitoso no campo da educação, da saúde, da missão e da pastoral. Nos últimos anos, com o grande progresso tecnológico, Taiwan teve um impulso sempre maior à industrialização, à urbanização, ao consumismo, etc. As pessoas lutaram para poderem gozar da vida material, descuidando da vida espiritual, e também a Igreja sofreu repercussões desta tendência em seu interno: por exemplo, a idade dos sacerdotes aumentou muito e o número global dos sacerdotes diminuiu. Atualmente, temos mais de 600 sacerdotes, mas 400 deles são velhos; e somente pouco mais de 100 têm menos de 60 anos. Temos pois cinqüenta seminaristas. portanto, emerge com evidência o problema das novas vocações: falta uma faixa intermediária, existe um vácuo entre os jovens e os velhos. Felizmente, os nossos leigos são conscientes e empenhados. Atualmente a comunidade dos fiéis é formada por mais de 300 mil católicos. A sua consistência não é apenas numérica: possuem também uma grande competência pastoral. Os leigos participam vivamente da vida da Igreja, e estão desenvolvendo um papel sempre mais importante. A própria Igreja deu máxima atenção na formação dos leigos, formando sua consciência missionária.

Neste contexto, quais são as estratégias pastorais da Igreja em Taiwan para responder às exigências da sociedade atual?

Celebramos o Congresso de Evangelização em 1988, para definir o trabalho pastoral dos últimos anos do XX século. organizamos o "congresso do novo século e da nova evangelização" em 2001, elaborando o programa pastoral pelo início do novo milênio, destacando o papel dos leigos na vida da Igreja.
Este ano concentramos a atenção nas famílias, para que possam ser irradiadoras de fé, caridade e esperança. pedimos aos fiéis de dedicarem um ângulo de sua casa, colocando "símbolos religiosos", e de criarem uma atmosfera religiosa em família. Al+em disso, convidamos as famílias a promoverem a oração, a leitura bíblica seguida de partilha, colocando em prática a evangelização. sugerimos a cada família de encontrar uma família não cristã escolhida entre parentes ou amigos, e daqui começar a evangelização: os adultos em direção aos adultos, as crianças com as crianças. Ocorre aproveitar-se de cada possibilidade para dar um testemunho cristão e evangélico e rezar para que outras famílias acolham a Boa Nova o mais rapidamente possível.
A nossa Conferência Episcopal tomou consciência da importância da família. como disse o Santo Padre, a família é um importante sujeito e objeto de evangelização. Decidimos seguir esta linha nos próximos anos, continuando a colocar a família como objetivo principal da evangelização, renovada segundo as novas exigências no contexto social.
Demos a máxima atenção ao diálogo inter-religioso. Temos nas costas mais de 60 anos de longa história de diálogo inter-religioso. desenvolvemos um grande trabalho missionário em meio às populações indígenas. Até hoje, a Igreja taiwandesa teve um Bispo nativo, sacerdotes, religiosas e seminaristas indígenas. Temos também a congregação de Santa Marta das irmãs nativas, entre as quais, apenas uma da etnia han, outras todas locais.

Eminência, o Sr. faz parte da Comissão pós sinodal que avalia a atuação das indicações do Sínodo para a Ásia. Em que medida a igreja taiwandesa aplicou a exortação apostólica Ecclesia in Asia?

A tarefa principal da Comissão pós sinodal é avaliar a aplicação da Exortação Apostólica Ecclesia in Asia nos países asiáticos. O sínodo especial para a Ásia foi aberto em 1998 e o Papa promulgou a Exortação pós sinodal Ecclesia in Asia em 6 de novembro de 1999 na Índia. A Igreja taiwandesa imediatamente traduziu em língua chinesa e distribuiu em Hong Kong e em todas as comunidades chinesas do mundo. Também este documento ressaltou a importância da evangelização da família. Podemos dizer que a igreja taiwandesa sempre seguiu as linhas do Sínodo asiático.

de que tipo é a colaboração das congregações missionárias presentes em Taiwan com a Igreja local? Podemos dizer que a Igreja de Taiwan atualmente tenha crescido e se transformou, de comunidade que recebe a comunidade que manda forças missionárias no mundo?

As congregações missionárias que trabalham em Taiwan atravessam também a sua crise vocacional, têm pouco pessoal para levar adiante a missão. A sua obra de evangelização em Taiwan é sempre muito importante. a Igreja de Taiwan, de sua parte, não obstante a escassez de vocações, advertiu a necessidade e o forte desejo de ser missionária: a missão ad gentes é um dever da Igreja e é também a demonstração da vitalidade de uma Igreja particular. Se faltasse este espírito da missão ad gentes, qualquer Igreja perderia a sua vitalicidade. (Agência Fides 22/11/2002)

 
 
Index
Palazzo "de Propaganda Fide" - 00120 - Città del Vaticano Tel. +39-06-69880115 - Fax. +39-06-69880107 - e-mail: fides@fides.va © AGENZIA FIDES