o portal congregação p.o.m. collegium urbano urbaniana fides santa sé
testata banner mongolia
 
 HOME ITALIANO ESPAÑOL ENGLISH FRANÇAIS PORTUGUÉS DEUTSCH CHINESE
Evangelho
Santos
Magistério
Congregação
Pontifícias Obras Missionárias
Universidade Urbaniana
Subsídios
Animação
Estatísticas
Testemunhos
Martirológio
Jubileu 2000
Vida da Igreja
Missionários
Institutos Religiosos
Movimentos e Associações
Universidades Católicas
Cultura
História
Arte
Cinema e fotografia
Rádio e TV
Música
Poesia
Saúde
Tecnologia
Geografia
360° News
Dossiê
Aprofun-
damentos
Entrevistas
Relatos
Recensões
Para os mais pequeninos
150 Anos do Dogma da Imaculada Conceição
- AS APARIÇÕES DE LOURDES

Lourdes, capital do distrito dos Altos Pireneus, no sul da França, tornou-se, depois das aparições da Virgem Imaculada a Bernardette Soubirous, ocorridas entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858, uma das metas mais freqüentes de peregrinações do mundo.
As peregrinações tornaram-se o evento mais marcante deste local de oração. No início, não era fácil realizar peregrinações à Santa Gruta. Depois das aparições, de fato, o prefeito da região proibiu o acesso ao local. Graças à intervenção de Napoleão III, visitar a gruta tornou a ser possível.
Em 19 de novembro de 1858, uma comissão episcopal de pesquisa foi pela primeira vez à gruta e depois de um atento exame dos eventos, de Bernardette, das curas milagrosas e dos fenômenos de fé registrados no local da gruta, o Bispo reconheceu a autenticidade das aparições.
Esta data marcou a retomada das peregrinações, que marcaram todos os momentos mais importantes da história de Lourdes.
A peregrinação, que no fim do século XIX, era prevalentemente finalizada a milagres e curas, foi-se direcionando à oração e ao serviço, dando lugar a diversas obras de caridade.
A vitalidade de Lourdes tem origem nas aparições da Virgem a Bernardette Soubirous.
Bernardette nasceu em 7 de janeiro de 1844. O pai, dono de um moinho, pressionado por graves problemas econômicos, fugia dos credores de um lugar para outro, até o momento que, durante uma época de penúria, foi preso com a acusação de roubar farinha. A acusação se revelou absolutamente falsa, e motivada exclusivamente pela suspeita, pois se tratava de uma família muito pobre.
Em 11 de fevereiro de 1858, a primogênita Bernardette, a irmã e uma amiga, foram até a gruta abandonada de Massabielle em busca de lenha para aquecer a casa, e de ossos para vender e alimentar a família. Enquanto Bernardette tentava vencer a resistência em se aproximar de um lugar tão insalubre para ela, que sofria de asma, ouviu o barulho de um vento muito forte, e viu a cavidade da gruta se iluminar. Na luz, Bernardette percebeu uma imagem feminina muito bonita, vestida de branco, que fazia sinal para que se aproximasse. Extasiada pela visão, a jovem pegou o seu terço e rezou diante da imagem.
Embora hesitante, Soubirous contou o que acontecera a sua irmã, que, por sua vez, o referiu à mãe. Embora a reação de ambas tenha sido muito violenta, não proibiram Bernardette de ir novamente à gruta, acompanhada pelas duas jovens. Ocorreram ainda duas visões, em 14 e 18 de fevereiro. Nesta última, a jovem recebeu o convite para retornar ao local por 15 dias, em troca de uma promessa: “Não prometo fazer-lhe feliz deste modo, mas de outro”.
De 19 de fevereiro a 4 de março, houve quinze aparições. Em uma destas, a Virgem deu indicações a Bernardette para descobrir a fonte.
Em 2 de março, a jovem recebeu a ordem de ir ao pároco, com o convite para organizar uma procissão de fiéis e construir uma capela.
Em 25 de março, Bernardette esteve novamente na gruta e perguntou quatro vezes à mulher quem ela era. A resposta foi: “Que soy era Immaculada Conceptiou”. Seguiram mais duas aparições, em 7 de abril e 16 de julho.
A jovem Soubirous foi a única testemunha do que lhe estava acontecendo. Sua deposição foi feita em condições desumanas: Bernardette, menina sem instrução, pertencente a uma família que não gozava de alguma credibilidade ou respeito, de saúde muito precária, sofreu uma série de interrogatórios de autoridades civis e militares, que faziam de tudo para que caísse em contradições, na tentativa de confirmar a hipótese de que a menina era vítima de um mal psíquico.
A jovem, portanto, era a última pessoa à qual a sabedoria humana recorreria como portadora de uma mensagem celestial.
Laurentin escreve em ‘Lourdes. Crônica de um mistério’: “Não acaso a Virgem escolhe pessoas suspeitas, miseráveis. Um dos pilares do evento de Lourdes está na frase-chave do Evangelho “Beatos os pobres”. Justamente aos que negaram Soubirous e àqueles, mais radicais, que ignoram as pessoas mais desprovidas, a Virgem revela sua bondade de forma concreta. A multidão compareceu e reverenciou a menina. Invejavam-lhe a bondade, desejavam para si um pouco dela (...). As pessoas retornavam às suas casas com o dinheiro rejeitado, restituído por Bernardette, vivendo concretamente o choque da mensagem evangélica a respeito de riqueza e pobreza: uma mensagem que assume, para cada um de nós, de acordo com nossas condições, uma forma pessoal, ao longo da vida”.
Além de todas estas dificuldades, os juízes eclesiásticos tentavam convence-la de ter tido uma visão diabólica, e os peregrinos assumiam comportamentos excessivos, considerando-a uma santa, alvo de fetichismo.
Seu grande testemunho de grandeza foi oferecido durante a vida religiosa, em Nevers. Encontrou naquele mosteiro esperanças de se refugiar e ajudar, servindo pobres e enfermos. Nos primeiros anos, revelou-se ótima enfermeira, mas teve que abandonar este trabalho por sofrer de uma doença pulmonar e ter saúde precária. Viveu seu estado de ‘inutilidade’ na oração.
E a oração foi o primeiro contato entre Bernardette e a Virgem da aparição. Com a primeira visão, Bernardette começou instintivamente a rezar o terço; a oração a ajudou a assumir, em Deus, os sofrimentos de sua existência. Continua Laurentin: “se o céu escolhe aquilo que o mundo considera que não existe, não é pelo gosto gratuito de provocá-lo. Não escolhe o nada, mas aquilo que realmente existe. Os Soubirous, com sua ineficácia material, sua incalculável generosidade, a autenticidade de seu trabalho manual e sua simplicidade de coração, já existiam diante de Deus antes de 11 de fevereiro de 1858, mais do que as grandes famílias de Lourdes...”.
Seu confessor, o abade Febvre, depôs: “Ela sofreu de asma crônica, laceração do peito e conseqüente vomito de sangue, por dois anos. Teve um aneurisma, gastrite, tumor em um joelho, e nos últimos dois anos de vida sofreu com uma enfermidade óssea. Seu corpo era martirizado pelas dores. Também se formaram abscessos no ouvido, levando-a à surdez parcial, que se prolongou até pouco antes da morte”.
Além do sofrimento físico, Bernardette teve também conseqüências espirituais, devidas ao temor de ser enganada. Tinha também a sensação de não ter correspondido adequadamente à graça de Deus, e de ser abandonada. Viveu por muito tempo neste estado, acentuado pelo sofrimento físico.

Indice
 
Torna al'indice della sezione
Palazzo "de Propaganda Fide" - 00120 - Città del Vaticano Tel. +39-06-69880115 - Fax. +39-06-69880107 - e-mail: fides@fides.va © AGENZIA FIDES