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150 Anos do Dogma da Imaculada Conceição
AS APARIÇÕES DA VIRGEM MARIA.

Terminada a idade apostólica, começaram as aparições do Senhor, da Virgem, de anjos, demônios ou santos. São universalmente conhecidas as aparições de Paray-le-Monial, La Salette, Lourdes, Fátima. O reconhecimento obtido da Igreja impõe estas aparições à atenção e à crença dos fiéis, não como artigos de fé, mas como fatos históricos cuja autenticidade, considerada a extrema prudência da Igreja em admiti-los, não se pode racionalmente duvidar.
Um ponto de interesse é a essência corporal que se manifesta nas aparições. Relativamente a Jesus, os teólogos admitem comumente que possa deixar o céu para tornar-se visível na terra, na realidade do seu corpo. Nas aparições da Virgem, no entanto, o fato de que Nossa Senhora se apresente com aparências sempre diversas, parece confirmar que não seja o seu verdadeiro corpo que se manifesta, mas apenas uma forma sensível que o represente.
As aparições continuaram na Igreja até nossos dias, com modalidades muito diversas.
Em La Salette, Nossa Senhora aparece uma única vez, em 19 de setembro de 1846, a dois jovens pastores, Melanie Calvat e Maximin Giraud. Esta manifestação foi oficialmente reconhecida pela Igreja através do bispo Bruilard em 19 de setembro de 1851.
Também em Banneux, houve aparições de janeiro a março de 1933 a Mariette Beco, menina muito pobre. A aparição se revela como «a Virgem dos pobres». É Dom Kerkofs, bispo de Liège, que em 22 de agosto de 1949 reconhece estas aparições.
Lourdes, sede do distrito Hautes-Pyrénées, no sul da França, tornou-se após as aparições da Virgem Imaculada a Bernadette Soubirous, ocorrida entre 11 de fevereiro e 16 de julho de 1858, uma das metas mais freqüentadas de peregrinações internacionais. É propriamente a peregrinação o ponto caracterizante deste lugar de oração. No início, não foi fácil realizar peregrinações à santa Gruta: de fato, após as aparições, o governador do lugar havia proibido seu acesso. Foi com a intervenção de Napoleão III que foi possível novamente visitar a gruta.
A vitalidade de Lourdes tem origem com as aparições da Virgem a Bernadette Soubirous. A jovem, extasiada com o que via, tomou o seu rosário e o recitou diante da visão. De 19 de fevereiro a 4 de março, ocorreram quinze aparições, em uma das quais a Virgem deu indicações a Bernadette de como descobrir a fonte de água.
Além dos sofrimentos físicos, Bernadette teve também sofrimentos espirituais diante do temor de ter sido enganada em relação às visões. Além disso, tinha a sensação de não ter correspondido adequadamente à graça de Deus e de ter sido abandonada, e neste estado viveu longamente sofrendo ainda mais do que com as dores físicas.
Ao peregrino que vai a Lourdes, não pode certamente passar desapercebida a segurança da presença da Virgem, mas é também evidente que esta presença é toda ela orientada ao Cristo.
Com a autoridade de uma encíclica, a Fulgens Corona, de 1953, Pio XII no centenário da definição do dogma da Imaculada Concepção exorta afirmando: «parece que a mesma Santa Virgem Maria quis de maneira prodigiosa quase confirmar entre os aplausos de toda a Igreja, a sentença pronunciada» por Pio IX.
Fátima é o nome, de origem árabe, de um vilarejo no centro de Portugal. A história das aparições da Virgem deve ser enquadrada em um plano mais complexo, sem ser limitado apenas às seis aparições da Virgem entre maio e outubro de 1917, mas completado com as aparições do anjo em 1916 e as aparições de 1925 e de 1929 divulgadas mais tarde.
De fato, em 1916 um anjo aparece três vezes aos três pequenos pastores, preparando-os às aparições da Virgem: na primeira aparição o anjo se define «Anjo da paz» e «Anjo de Portugal».
A mensagem de Fátima é um apelo à oração e à prática da comunhão reparadora, à penitência e à conversão do coração. É uma mensagem perfeitamente ortodoxa que revela uma grande amplitude doutrinal e integridade dogmática que faz dela uma perfeita síntese evangélica. Esta pertence à tradição mais perfeita e fiel da Igreja. Do conteúdo trinitário até a doutrina sobre as realidades últimas, a mensagem percorre todo o ensinamento da fé católica tradicional, de modo tão transparente e fácil que, penetrando as consciências, as educa na linha mais pura do catolicismo.
Em Fátima o culto da Virgem nasce desde os primeiros momentos das aparições. A confirmação oficial das aparições de Fátima vem de Paulo VI, que enviou a Rosa de Ouro ao santuário em 1964, na conclusão da 3ª sessão do concílio Vaticano II, com a consagração ao coração imaculado de Maria e com a decisão de ir em peregrinação a Fátima. Também João Paulo II foi ali em peregrinação para exprimir gratidão à Virgem que o tinha protegido no atentado de 1981. No ano 2000 o pontífice desfez a reserva sobre a terceira parte do segredo, tornando-o público.

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