|
 |
O PRESÉPIO SICILIANO
Na Sicília, assim como em outros lugares, o Presépio
se realiza no âmbito da Companhia de Jesus, sob a direta influência
do modelo napoletano, do qual, por outro lado se diferencia por uma
maior sobriedade e essencialidade, por um caráter mais sacro
que até então era cheio de uma intensa dramaticidade
e pela presença de elementos originais de evidente derivação
do teatro dos “pupi”.
O Presépio tido como modelo é o Presépio da Igreja
de São Bartolomeu em Scicli, perto de Ragusa, com estátuas
em madeira pintada com a altura de meio metro; também na Sicília,
o Presépio se transforma, tornando-se componente de decoração
e objeto de arte. Em geral, é montado com figurinhas de cera
suntuosamente vestidos, em uma espécie de vetrina de vidro,
exposta durante o período natalino nas casas aristocráticas
e da alta burguesia.
Além da cera, muitos outros materiais eram utilizados: coral,
cortiça, cobre, marfim, madrepérola, alabastro, conchas,
material lávico. Típica e exclusiva, a decoração
com ramos de laranja e de mexericas, cachos de uva e figos da índia.
Um dos centros sicilianos mais ativos na produção de
presépios no período entre 1600 e 1700 foi seguramente
Trapani, que por mérito de Giovanni Antonio Matera, chamado
de “maestro Giovanni o artesão de pastores”, a
atividade dos artesãos de figuras é elevado à
condição de arte. As suas belíssimas figuras
esculpidas em madeira foram muito imitadas e hoje podem ser admiradas
no Museu Nacional de Trapani, no Museu Etnográfico de Palermo
e no Museu Nacional de Munique.
|