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O PRESÉPIO LÍGURE
Em Gênova, mesmo com um desenvolvimento e uma difusão
tardia em relação a outras áreas italianas, a
tradição do Presépio é relacionada, como
em outras partes, aos jesuítas e a algumas confraternidades
que exaltam o culto das tradições natalinas, mas aqui
também, em um segundo momento, como acontecia já em
Nápoles e na Sicília, se verá o fenômeno
da passagem dos Presépios das Igrejas às casas privadas
aristocráticas.
Mesmo complexo, o Presépio genovês se apresenta menos
rico e variado do modelo napolitano, menos “pagão”
e mais fiel à narrativa evangélica na representação
do Mistério de Belém; a cenografia é extremamente
simples e se desenvolve em sentido horizontal.
Em Gênova não se verificará também, como
em Nápoles, a substituição do manequim em madeira
por aquele contendo cabeças e membros em terracota; o típico
Presépio genovês barroco é, portanto, caracterizado
por figuras em madeira inteiramente esculpidas, os mais altos resultados
artísticos são alcançados pelas realizações
do escultor e entalhador Anton Maria Magliano.
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