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PARA APROFUNDAR |
| 6 DE JANEIRO 2004: DIA DA INFÂNCIA
MISSIONÁRIA |
| A AIDS COMO UMA FOICE |
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“São as crianças e adolescentes
as maiores vítimas desta doença: somente em 2000, pelo
menos 600.000 crianças com menos de 14 anos contraíram
o vírus do Hiv; e em 2002, mais de 4,3 milhões de pessoas
morreram de Aids, das quais 500.000 crianças (fonte Unicef).
As crianças infectadas são cerca de um milhão
e meio, enquanto dez milhões de adolescentes, pelo menos um
terço dos atingidos pelo vírus, têm entre 15 e
20 anos de idade.
A cada dia, 2 mil crianças menores de 15 anos se tornam soropositivas,
entre as quais muitas já nascem doentes, contagiadas pela mãe
durante a gravidez ou no momento do parto.
A grande doente é a África. As projeções
estatísticas já o haviam previsto há tempos,
mas agora o drama da Aids se enraizou no coração do
continente africano, encontrando na pobreza e na carência de
estruturas sanitárias o terreno ideal para alastrar-se.
Nenhuma outra região no mundo foi atingida tão duramente
como os Países da África sub-shariana, aonde se encontram
¾ da população doente.
Também é alto o número de órfãos
da Aids: cerca de 13 milhões, dos quais mais de 10, têm
menos de 14 anos, e quase todos, são africanos.
Segundo o Unaids, o programa da ONU que se ocupa da luta contra a
Aids, em 2001, mais de 250.000 crianças com menos de 14 anos
ficaram órfãs por causa do vírus Hiv. As percentagens
mais altas de difusão se registram na Nigéria, onde
resultam oficialmente doentes 995.000 pessoas, na Etiópia (989.000
casos), na República Democrática do Congo (927.000 casos),
no Quênia, (892.000 casos), em Uganda (884.000 casos) e assim
por diante, até os 264.000 doentes de Ruanda.
No Zâmbia, a situação está se tornando
cada vez mais grave, porque a epidemia se conjuga com a pobreza endêmica
da vida nas aldeias. Neste, que é um dos Países mais
pobres do mundo, 80% da população vive sob o nível
da indigência, e uma criança em cada duas sofre de mal-nutrição.
Em algumas aldeias despovoadas, restaram somente pequenos órfãos
e anciãos.
Mas as projeções para 2010 são ainda piores:
daqui a 6 anos, serão 20 milhões as crianças
africanas com menos de 14 anos que terão perdido um ou dos
de seus pais”. |
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