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PARA APROFUNDAR |
| 6 DE JANEIRO 2004: DIA DA INFÂNCIA
MISSIONÁRIA |
| O PAPA AMIGO DAS CRIANÇAS |
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“A
infância é um tesouro precioso mas vulnerável
da família humana. Penso nas guerras, na pobreza, na exploração
e nos abusos de todo tipo, das quais são vitima”. João
Paulo II é um grande amigo das crianças de todo o mundo
e de cada uma delas.
De fato, nunca se cansou de exortar o mundo adulto, os governos, as
organizações internacionais “a não se esquecerem
do sofrimento das crianças, daquelas que sofrem fome e violências,
vítimas de formas cruéis de exploração,
e dos pequenos aos quais é negado até o direito de nascer”.
(Jubileu das Crianças – 2000)
Seu pontificado tem sido marcado por um diálogo especial com
as crianças, que sempre estão no centro de sua atenção
paterna, de seu afeto, de seus abraços, de seus sorrisos.
As crianças são o coração da família,
o pulsar da vida; os pais devem respeitar as criaturas, ajuda-las
a crescer e a desenvolver o projeto humano que Deus desenhou para
elas.
Exemplos e companheiros, os pais devem ser para os filhos os primeiros
mestres de vida cristã: “Escutem estas crianças.
A fé nasce da escuta da Palavra de Deus. E a escuta é
um comportamento que, como outros, aprende-se principalmente na família.
Quem encontrou ouvidos sabe ouvir, assim como quem é amado,
sabe amar com mais facilidade”. (Nas famílias, deve-se
ouvir as crianças – 1996).
Mas é o futuro destes pequenos em situação difícil,
milhões e milhões, espalhados pelo mundo, que mais preocupa
o Papa. Já por ocasião da mensagem pelo Dia Mundial
da Paz, em 1995, ele recordava que: “São demasiadas as
crianças do mundo que não conhecem a paz, nunca a conheceram,
enquanto esta é um seu direito e um nosso dever. Muitas crianças
corajosas souberam ser protagonistas da paz, defendendo os direitos
de seus coetâneos explorados e instrumentalizados”.
Com o passar dos anos, fez-se mais forte e urgente a sua denúncia,
lançada àqueles que aparentemente não o escutam:
“O grito de milhões de crianças condenadas a morrer
de fome e por doenças relacionadas à pobreza fez-se
mais forte, e chama em causa todos” - repetiu ainda em 2003,
recordando as palavras do Evangelho contra “quem escandaliza
um só destes pequenos”. |
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