| Discurso do Santo Padre aos participantes
da Reunião Plenária da Comissão Pontifícia
para a América Latina.
Senhores Cardeais
Queridos irmãos no Episcopado!
É motivo de grande alegria receber e saudar com afecto os
Conselheiros e Membros da Pontifícia Comissão para
a América Latina por ocasião da sua Reunião
Plenária. Agradeço ao seu Presidente, o Cardeal Giovanni
Battista Re, as suas amáveis palavras que expressam os sentimentos
de todos vós e o desejo profundo de renovar o vosso compromisso
de servir cum Petro et sub Petro, a Igreja que peregrina na América
Latina, continuando o exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que ama e
se entrega pelas suas ovelhas.
Pensando nos desafios que no início deste terceiro milénio
se apresentam à Evangelização, foi escolhido
como tema de reflexão deste encontro "A família
e a educação cristã na América Latina",
em perfeita sintonia com o inesquecível Encontro Mundial
das Famílias no verão passado em Valência, na
Espanha. Foi um agradável acontecimento que pude partilhar
com famílias católicas de todo o mundo, muitas delas
latino-americanas.
A vossa presença faz-me pensar na V Conferência Geral
do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que convoquei em Aparecida,
Brasil, e que terei o prazer de inaugurar. Peço ao Espírito
Santo, que assiste sempre a sua Igreja, que a glória de Deus
Pai misericordioso e a presença pascal do seu Filho iluminem
e guiem os trabalhos deste importante acontecimento eclesial a fim
de que seja sinal, testemunho e força de comunhão
para toda a Igreja na América Latina.
Esta Conferência, em continuidade com as quatro anteriores,
está chamada a dar um impulso renovado à Evangelização
nesta vasta região do mundo eminentemente católica,
na qual vive grande parte da comunidade dos crentes. É preciso
proclamar integralmente a Mensagem da Salvação, para
que impregne as raízes da cultura e se encarne no momento
histórico latino-americano actual, para responder melhor
às suas necessidades e aspirações legítimas.
Ao mesmo tempo, deve ser reconhecida e defendida sempre a dignidade
de cada ser humano como critério fundamental dos projectos
sociais, culturais e económicos, que ajudem a construir a
história segundo o desígnio de Deus. De facto, a história
latino-americana oferece numerosos testemunhos de homens e mulheres
que seguiram fielmente Cristo de modo tão radical que, cheios
desse fervor divino que a todos consome, forjaram a identidade cristã
dos seus povos. A sua vida é um exemplo e uma invocação
a seguir os seus passos.
A Igreja na América Latina enfrenta enormes desafios: a mudança
cultural originada por uma comunicação social que
incide sobre os modos de pensar e sobre os costumes de milhões
de pessoas; os fluxos migratórios, com tantas repercussões
na vida familiar e na prática religiosa nos novos ambientes;
o surgimento de novos questionamentos sobre como os povos devem
assumir a sua memória histórica e o seu futuro democrático;
a globalização, o secularismo, a pobreza crescente
e a deterioração ecológica, sobretudo nas grandes
cidades, assim como a violência e o narcotráfico.
Antes de tudo isto, vê-se a urgente necessidade de uma nova
Evangelização, que nos estimule a aprofundar os valores
da nossa fé, para que sejam linfa e configurem a identidade
desses amados povos que um dia receberam a luz do Evangelho. Por
isso, o tema escolhido como guia para as reflexões da mencionada
Conferência é oportuno: Discípulos e missionários
de Jesus Cristo, para que os nossos povos n'Ele tenham a vida. Com
efeito, a V Conferência deve fomentar que todos os cristãos
se convertam em verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, por
Ele enviados como apóstolos, e como dizia o Papa João
Paulo II, "não de reevangelização mas
de uma nova evangelização. Nova no seu ardor, nos
seus métodos, na sua expressão", a fim de que
a Boa Nova se enraíze na vida e na consciência de todos
os homens e mulheres da América Latina (Discurso na abertura
da XIX Assembleia do Conselho do Episcopado Latino-Americano, Port-au-Prince,
Haiti, 9 de Março de 1983).
Queridos Irmãos, os homens e mulheres da América têm
grande sede de Deus. Quando na vida das comunidades se produz um
sentimento de orfandade em relação a Deus Pai, é
vital o trabalho dos Bispos, dos sacerdotes e dos demais agentes
de pastoral, que dêem testemunho, como Cristo, de que o Pai
é sempre Amor providente que se revelou em seu Filho. Quando
a fé não se alimenta da oração e da
meditação da Palavra divina, quando a vida sacramental
se debilita, prosperam as seitas e os novos grupos pseudo-religiosos,
provocando o afastamento da Igreja de muitos católicos. Não
recebendo estas respostas às suas aspirações
mais profundas, que poderiam encontrar-se na vida de fé partilhada,
produzem-se também situações de vazio espiritual.
Na tarefa evangelizadora é fundamental recordar sempre que
o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo no Pentecostes,
e que esse mesmo Espírito continua a estimular a vida da
Igreja. Por isso é importante o sentido de pertença
eclesial, no qual o cristão cresce e amadurece na comunhão
com os seus irmãos, filhos de um mesmo Deus e Pai.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode
ir até ao Pai senão por mim" (Jo 14, 6). Como
ressaltou o meu venerado predecessor João Paulo II na sua
Exortação Apostólica Ecclesia in America, "Jesus
Cristo é, portanto, a resposta definitiva à pergunta
acerca do sentido da vida, às questões fundamentais
que inquietam hoje tantos homens e mulheres do Continente americano"
(n. 10). Só vivendo intensamente o seu amor a Jesus Cristo
e entregando-se de maneira generosa ao serviço da caridade,
os seus discípulos serão testemunhas eloquentes e
credíveis do amor imenso de Deus por todos os seres humanos.
Desta forma, amando com o mesmo amor de Deus, chegarão a
ser agentes de transformação do mundo, instaurando
nele uma nova civilização, que o amado Papa Paulo
VI chamava justamente "a civilização do amor"
(cf. Discurso no encerramento do Ano Santo, 25 de Dezembro de 1975).
Para o futuro da Igreja na América Latina e no Caribe é
importante que os cristãos aprofundem e assumam o estilo
de vida próprio dos discípulos de Jesus: simples e
alegre, com uma fé sólida arraigada no mais íntimo
do seu coração e alimentada pela oração
e pelos sacramentos. De facto, a fé cristã alimenta-se
sobretudo da celebração dominical da Eucaristia, na
qual se realiza um encontro comunitário, único e especial
com Cristo, com a sua vida e a sua palavra.
O verdadeiro discípulo cresce e amadurece na família,
na comunidade paroquial e diocesana; converte-se em missionário
quando anuncia a pessoa de Cristo e o seu Evangelho a todos os ambientes;
a escola, a economia, a cultura, a política e os meios de
comunicação social. De modo especial, os frequentes
fenómenos de exploração e injustiça,
de corrupção e violência, são uma chamada
urgente a que os cristãos vivam a sua fé com coerência
e se esforcem por receber uma sólida formação
doutrinal e espiritual, contribuindo assim para a construção
de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã.
É um dever fundamental estimular os cristãos que,
animados pelo seu espírito de fé e caridade, trabalham
incansavelmente para oferecer novas oportunidades a quantos se encontram
na pobreza ou nas zonas periféricas mais abandonadas, para
que possam ser protagonistas activos do seu próprio desenvolvimento,
levando-lhes uma mensagem de fé, de esperança e de
solidariedade.
Para terminar, volto ao tema do vosso encontro destes dias sobre
a família cristã, lugar privilegiado para viver e
transmitir a fé e as virtudes. No lar é guardado o
património da fé; nele os filhos recebem o dom da
vida, sentem-se amados por aquilo que são e aprendem os valores
que os ajudarão a viver como filhos de Deus. Desta forma,
a família, acolhendo o dom da vida, converte-se no ambiente
propício para responder ao dom da vocação (cf.
Alocução do Angelus, Valência, 8 de Julho de
2006), especialmente neste momento no qual se sente tanto a necessidade
de que o Senhor envie trabalhadores para a sua messe.
Peçamos a Maria, modelo de mãe na Sagrada Família
e Mãe da Igreja, Estrela da Evangelização,
que guie com a sua materna intercessão as comunidades eclesiais
da América Latina e do Caribe, e assista os participantes
na V Conferência para que encontre os caminhos mais apropriados
a fim de que aqueles povos tenham a vida em Cristo e construam,
no chamado "Continente da esperança", um futuro
digno para todos os homens e mulheres. Estimulo-vos a todos nos
vossos trabalhos e concedo-vos de coração a minha
Bênção Apostólica.
Algumas passagens do “Documento de Participação”
A parte introdutória deste documento oferece um bom resumo
do seu conteúdo:
“O Documento de Participação, conforme seu
nome indica, expõe o tema da V Conferência Geral e
busca suscitar a participação mais ampla possível
nesta etapa de preparação dessa hora de graça
e de orientação pastoral. Centra-se na vocação
dos discípulos e dos missionários de Cristo, chamados
por ele no início do terceiro milênio, para que nossos
povos possam saciar sua sede de vida em Cristo.
O capítulo I remonta aos anseios mais profundos de nossa
existência como seres humanos e como batizados. Diante do
surgimento de uma nova época, em meio a grandes desconcertos
e vacilações, de novas expectativas e rejeições,
convinha que remontássemos aos anseios mais profundos de
nossa existência, principalmente aos anseios de verdade e
de felicidade, e que nos iluminássemos com a revelação
tanto da Antiga como da Nova Aliança. O capítulo II
nos propõe que tomemos consciência de ter sido muito
abençoados, sem merecimentos de nossa parte, por meio da
Boa Nova que chegou, não sem sofrimento, como uma mensagem
de esperança para nossas terras, e dos vivificantes impulsos
do Espírito Santo nesta hora de Nova Evangelização.
O documento, a partir dessa consciência, no capítulo
III nos convida a ir ao encontro de Jesus Cristo e a permanecer
nele como seus discípulos e missionários que vivem
na comunhão da Igreja, propondo-nos que aprofundemos o conteúdo
bíblico e teológico de nossa condição
de discípulos e missionários, e também que
percorramos os caminhos para nos convertermos realmente em discípulos
e missionários de Jesus Cristo, e para que muitos o encontrem
e o sigam.
Abrir nossos olhos para a realidade do mundo e da Igreja no início
do terceiro milênio é encontrarmo-nos com grandes desafios.
Tal é o conteúdo do capítulo IV. A voz do tempo
é voz de Deus. Ele nos fala por meio dos acontecimentos e
das situações pelas quais atravessamos em nossa peregrinação.
Muitas delas são situações muito dolorosas
como, por exemplo, a persistência da pobreza; outras mostram
dúvidas e emancipações, ao passo que outras
falam com gratidão da semeadura de vida nova, de dons e de
carismas que o Espírito Santo continua realizando em nossa
Igreja na América Latina e no Caribe. Vocês avaliarão,
completarão ou redefinirão esses desafios com maior
precisão e amplitude.
O último capítulo se refere à urgência
da incumbência de Jesus Cristo. Com ele o Pai nos enviou para
fazer discípulos todas as pessoas. Nossa missão pede
que evangelizemos a cultura de nossos povos, chegando até
suas próprias raízes (EN 18 e 20). É uma tarefa
que abrange tanto a Igreja como a sociedade. Queremos que a cultura
seja um espaço que acolhe a vida em Cristo, de modo que todos
sejam nele filhos do mesmo Pai e vivam como familiares de Deus,
chamados à santidade, à alegria e à fecundidade
da Boa Nova. Queremos que também os pobres e marginalizados
possam viver conforme sua dignidade de filhos de Deus, e que todos
trabalhemos com paixão pela “cultura da vida”,
principalmente da vida de seus membros mais afligidos, sendo com
todos eles, em Jesus Cristo, construtores de seu Reino.
O texto deste capítulo é uma breve introdução
ao tema: “Para que nossos povos nele tenham vida”. Ele
se distingue precisamente porque se trata da vida “nele”,
que de Cristo ressuscitado toma sua força, sua inspiração
e seu estilo inconfundível; porque tem sua origem nele, se
realiza com ele e nele chega a sua plenitude. Ele nos pede que reflitamos
sobre a vida nova em Cristo, e que realizemos a missão da
Igreja neste tempo de graça. Perseguimos uma ação
em favor da vida de nossos povos nele. Sabendo que Jesus Cristo
é o Caminho, a Verdade e a Vida, vocês poderão
propor de que modo responderemos aos desafios do início do
terceiro milênio com a coerência e a ousadia próprias
de discípulos e de missionários do Senhor”.
Algumas passagens do discurso do Cardeal Juan Luis Cipriani,
Arcebispo de Lima, na inauguração do Congresso-Seminário
«Diagnóstico e perspectiva para a nova evangelização
na América Latina», organizado pela instituição
«Vida e espiritualidade» em Lima, Peru.
“Esta V Conferência Geral «em continuidade com
as quatro precedentes, é chamada a dar um renovado impulso
à Evangelização nesta vasta região do
mundo eminentemente católica, na qual vive grande parte da
comunidade crescente»”.
“Encontramo-nos portanto em uma nova etapa do caminho na aplicação
do Vaticano II à Igreja Latino-Americana. Caminho da continuidade,
não da ruptura. Caminho de comunhão antes de tudo
com Deus Pai, e com seu filho Jesus Cristo no Espírito Santo
e, consequentemente, de comunhão entre nós, na unidade
do único Corpo de Cristo...; um caminho orientado também
pelo Sínodo da Igreja na América, para manter vivo
e firme o dom da fé no povo latino-americano”.
“A América Latina tem diante de si importantes desafios,
compreendidas as situações difíceis, diante
do assédio das ideologias, de erradas concepções
teológicas, insuficiência de sacerdotes e religiosas
que possam satisfazer devidamente a multidão de fiéis
e a presença agressiva das seitas. O relativismo e o utilitarismo
chegaram às nossas terras, mesmo se é verdade que,
não ainda com a agressividade que vemos na Europa e nos países
desenvolvidos economicamente. Ideologias que excluem qualquer princípio
moral que seja válido e vinculante por si mesmo. Uma verdadeira
campanha que promove um constante ataque contra a vida, de sua concepção
até a sua morte natural; contra a instituição
do matrimônio de um homem com uma mulher por toda a vida;
contra a família como célula fundamental da sociedade,
contra a mulher em nome de um feminismo ideológico; situações
sumamente danosas que desconhecem a lei natural”.
Independentemente desta realidade, a América Latina apresenta
também um panorama esperançoso ao contemplar a sua
profunda tradição cristã, nos seus costumes
e nas suas expressões de piedade popular tão extensas
em todos os países. A identidade católica dos nossos
povos, debilitada em algumas zonas mais que em outras, é
uma realidade que reclama a nossa responsabilidade no momento atual.
A presença da Igreja na educação é um
fato positivo, ainda que certamente tenha sido debilitada a sua
proposta tendo cedido claramente à pressão de uma
falsa abertura relativista. A credibilidade da Igreja na sua função
de mestra de fé e o seu acompanhamento dos nossos povos gera
ainda confiança, especialmente entre os mais fracos”.
“Para dar este renovado impulso à nova evangelização,
penso que se devam contemplar as quatro Conferências Gerais
anteriores e os seus respectivos documentos como pedras miliares
do caminho da Igreja na América Latina. Assim podemos propor
uma «renovação dentro da continuidade»
que é a chave hermenêutica que nos dá o Papa
Bento XVI para continuar a aprofundar os ensinamentos do Concílio
Vaticano II”.
Sobre o papel dos fiéis leigos e da Doutrina Social, o Cardeal
Cipriani acentuou que “A hierarquia da Igreja tem, de modo
particular, a obrigação de conhecer a Doutrina social
do seu riquíssimo Magistério. Sem dúvida não
é o seu papel atual dar a impressão que aja como um
agente político. São os leigos que são chamados
a dedicar-se com generosidade e coragem, iluminados pela fé
e pelo Magistério da Igreja, e animados pela Caridade de
Cristo por este trabalho urgente”.
ALGUMAS PASSAGENS DA CONFERÊNCIA DO CARDEAL ERRAZURIZ
OSSA, PRESIDENTE DO CELAM, DURANTE A PLENÁRIA DA COMISSÃO
PONTIFÍCIA PARA A AMÉRICA LATINA (17-20 DE JANEIRO),
NA QUAL APRESENTOU OS PROGRESSOS DOS TRABALHOS DE PREPARAÇÃO
À V CONFERÊNCIA GERAL DO CELAM
“A V Conferência Geral do CELAM será um convite
vigoroso a sermos discípulos e missionários de Jesus
Cristo. Terá fecundidade surpreendente e produzirá
um grande despertar missionário em toda a América”
“Aparecida quer concentrar sua atenção na pessoa
batizada, que recebeu a missão de evangelizar o presente
e o futuro da América Latina; que se torna responsável
pela promoção do homem e de todos os homens; que intervém
na transformação de toda a América Latina”.
É a firmação do Cardeal Francisco Javier Errazuriz
Ossa, Presidente do CELAM, durante os trabalhos da Assembléia
Plenária da Pontifícia Comissão para a América
Latina (17-20 de janeiro), presidindo os trabalhos preparatórios
da V Conferência Geral do CELAM.
A América Latina hoje “está sendo desafiada
por transformações religiosas, éticas e em
geral, culturais, que constituem as dores do parto de uma nova época”
- disse o Cardeal. No caminho de preparação para a
V Conferência, foram recolhidas as contribuições
das dioceses dos Países participantes, dos Dicastérios
da Cúria Romana, foram realizados Congressos e Seminários
de especialistas, publicados alguns livros sobre a situação
da América latina... Atualmente, um grupo de Bispos e teólogos
está trabalhando para elaborar, a partir destas contribuições,
o “Documento de Síntese”.
Neste caminho, o Cardeal recordou os dois Congressos Continentais
realizados: o Primeiro Encontro Continental dos Representantes de
Movimentos Apostólicos e das Novas Comunidades, preparado
com o Pontifício Conselho para os Leigos (veja Fides 30/1/2006,
13/3/2006, 16/3/2006) e o Encontro Continental e Congresso de teologia-pastoral
mariana, celebrado no México (veja Fides 17/6/2006 e 28/9/2006).
Também foram organizados nove Seminários de especialistas:
Seminário sobre a Igreja na opinião pública,
sobre o presbitério, sobre as realidades sociais (políticos,
empresários, trabalhadores), sobre a transformação
cultural, um Seminário cultural, um Seminário de reflexão
inter-disciplinar, um Seminário de mulheres “Por uma
vida de nossos países em Cristo", um Seminário
de missiologia e um Encontro entre Economistas mundiais e o CELAM.
Segundo afirmou o Presidente do CELAM, a centralidade do indivíduo
indicada no tema da V Conferência é de importância
capital, porque “antes de pedir ao homem para ver o que acontece
no mundo e na Igreja, antes de leva-lo a “ver” o ambiente
que é parte dele, foi-lhe pedido para conscientizar-se de
sua própria realidade e própria vocação”.
“Na América Latina e no Caribe - continuou o Cardeal
- existem países líderes, nos quais a ação
da Igreja deve se concentrar exclusivamente ou de modo prioritário
para a superação da pobreza”. “Devemos
colocar bases verdadeiras. Falta conversão a Cristo e determinação
em construir o Reino” - afirmou o Cardeal. “A Conferência
de Aparecida será um convite vigoroso para sermos discípulos
e missionários de Jesus Cristo”, terá uma fecundidade
surpreendente e produzirá um grande despertar missionário
em toda a América.
“A V Conferência Geral será um grande dom para
a América Latina e o Caribe, se conseguir dirigir nossas
aspirações e esforços... em direção
do bem para o qual o Bom pastor nos amou até o seu extremo:
para o bem da vida de nossos povos, para a vida em abundancia. Trata-se
da cultura da vida, daquela vida que tem sua origem, sua plenitude,
sua Páscoa em Deus, e que é fraterna e solidária;
daquela vida nova que respeita os direitos que o próprio
Deus associou à nossa natureza humana, para que todos vivam
segundo sua dignidade. Trata-se daquela vida que é comunhão,
porque somos todos criados à imagem e semelhança da
Santíssima Trindade” conclui o Cardeal.
Texto
completo do Cardeal Errazuriz >>
http://www.fides.org/spa/documents/card_errazuriz0107.doc |