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V CONFERÊNCIA DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO
Aparecida (Brasil) de 13 a 31 de maio de 2007
V. Rumo a V Conferência do Episcopado

Organismos incluídos na preparação

Os organismos incluídos na preparação da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano são dois: o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e a Comissão Pontifícia pela América Latina (CAL).

- O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) nascido pela vontade do Papa XII em 1955 com a Carta Apostólica Ad ecclesiam Christi, é um organismo eclesiástico de coordenação com sede na capital da Colômbia, Santa Fé de Bogotá. Em concreto é “um organismo de reflexão, de colaboração e serviço às Conferências Episcopais da América Latina” (Estatutos, art. 1,1).
Todos os estudos católicos que se ocuparam do nascimento e do desenvolvimento do CELAM concordam em assinalar dois Pastores como os mais importantes fomentadores da instituição deste organismo: Antonio Samoré (Itália) e Manuel Larraín (Chile). Naturalmente há muitos outros nomes de latino-americanos e europeus que justamente poderiam ser enumerados entre os “pioneiros”, como por exemplo Monsenhor Bernardino Echeverría (Equador), Juan Landázuri Ricketts (Peru) e Jaime de Barros Câmara, então Arcebispo do Rio de Janeiro.
Uma menção especial pode ser feita ao Cardeal Adeodato Giovanni Piazza, legado Pontifício que Pio XII nomeou Presidente da Conferência do Rio de Janeiro (25 de julho – 4 de agosto de 1955) na qual nasce a proposta – por parte dos 96 bispos participantes – a Papa Pacelli, de criar o CELAM. E pela vontade do mesmo Pio XII, o Cardeal Piazza, em 24 de setembro de 1955, enviou a todos os bispos latino-americanos uma carta que dizia: “Sua Santidade acolheu com benevolência a solicitação da Conferência Geral de dar vida ao Conselho Episcopal Latino-americano e, ao mesmo tempo, o Pontífice aprovou o conteúdo do projeto da Conferência”.
O novo organismo pôs rapidamente mãos à obra e os frutos não tardaram a chegar. O momento para o nascimento do CELAM era suficientemente maduro e contava sobre o apoio entusiástico dos Pontífices, assim como sobre a experiência das Conferências Episcopais locais.
O Presidente e os Delegados das 22 Conferências Episcopais formam a Assembléia Geral sob a guia do Presidente. Esta Assembléia ordinária reúne-se a cada 4 anos. A trigésima primeira Assembléia ordinária do CELAM que deverá eleger as novas autoridades e a elaboração do Plano Pastoral global a partir das conclusões da V Conferência Geral, será realizado pela primeira vez em Havana (Cuba) de 9 a 14 de julho de 2007.
As atuais autoridades do CELAM são:
- Presidente: Cardeal Francisco Javier Errázuiz Ossa, Arcebispo de Santiago del Chile
( Chile ).
- Primeiro Vicepresidente: Monsenhor Carlos Aguiar Retes, Bispo de Texcoco (México).
- Segundo Vicepresidente: Don Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Vitória da Conquista ( Brasil ).
- Presidente do Comitê Econômico: Cardeal Pedro Rubiano Sáenz, Arcebispo da Santa Fé de Bogotà ( Colômbia ).
- Secretário Geral: Monsenhor Andrés Stanovnik, Vescovo di Riconquista (Argentina).

Comissão Pontifícia para a América Latina (CAL). O próprio Papa Pio XII, em 21 de abril de 1958, cria a Comissão Pontifícia para a América Latina. Em 30 de novembro de 1963, Paulo VI com a finalidade de fazer do CAL uma sede na qual se possam estudar temas e problemas relativos à realidade latino-americana, institui o Conselho Geral da CAL, formado por 24 Membros e 12 Conselheiros, entre os quais estão a maior parte dos Cardeais latino-americanos, e outros bispos, assim como os membros da Cúria Romana e eclesiásticos que dirigem instituições de auxílio na América Latina. João Paulo II, com o Motu proprio “Decessores Nostri” (18 de junho de 1988) exortou a CAL a oferecer um trabalho de auxílio de modo eficaz e com meios pastoralmente oportunos ao Conselho Episcopal Latino-americano. A CAL é presidida pelo Prefeito da Congregação para os Bispos, o Cardeal Giovanni Battista Re. O seu atual Vice-presidente é o arcebispo mexicano Monsenhor Luis Robles Díaz.

Carta Apostólica em forma de “Motu Proprio” Decessor Nostri, do Sumo Pontífice João Paulo II, com a qual se reorganiza a Comissão Pontifícia para a América Latina (18 de junho de 1988).
Os nossos predecessores, bem como nós mesmo, movidos pela quotidiana solicitude para com todas as Igrejas, pusemos uma grande parte dos nossos cuidados e a nossa firme esperança na sorte da Igreja católica nos países da América Latina.
Testemunho deste interesse é essa especial Pontifícia Comissão para América Latina constituída pelo Sumo Pontífice Pio XII, a 21 de Abril de 1958, com a finalidade de estudar de maneira unitária os problemas principais da vida católica, da defesa da fé e do incremento da religião na América Latina; favorecer ao mesmo tempo uma cooperação maior entre os diversos organismos da Cúria Romana interessados na solução dos referidos problemas; e também com a finalidade de ajudar de maneira eficaz, com meios pastoralmente mais oportunos, o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).
Logo se acrescentou o Conselho Geral da Pontifícia Comissão para a América Latina instituído pelo Sumo Pontífice Paulo VI, a 30 de Novembro de 1963, com o objetivo expresso de estudar os temas e os problemas de maior importância, referentes ao continente latino-americano, e formular sobre eles as sugestões oportunas.
Os frutos e efeitos salutares produzidos por ambos os organismos, intimamente ligados entre si, e o importante trabalho que realizaram de maneira louvável, durante os anos passados, aconselham vivamente agora a potenciá-los e dar-lhes uma estrutura sólida e articulada, em consonância também com a nova organização da Cúria Romana.
Por isso nós, Motu proprio, com conhecimento de causa e após amadurecida reflexão, declaramos que permaneçam unidos os até agora chamados « Pontifícia Comissão para a América Latina » e « Conselho Geral da Pontifícia Comissão para a América Latina ». O organismo assim constituído continuará a conservar o nome de « Pontifícia Comissão para a América Latina ». Esta Comissão está estreitamente vinculada à Congregação para os Bispos e é regida segundo as normas que seguem.
1. A Pontifícia Comissão para a América Latina tem a tarefa primordial de estudar, de maneira unitária, os problemas doutrinais e pastorais que concernem à vida e ao desenvolvimento da Igreja na América Latina e, além disso, de assistir e ajudar os Dicastérios da Cúria Romana mais interessados por razão da sua própria autoridade e competência na solução dos referidos problemas específicos. Através do seu Presidente, a Comissão informa regularmente o Sumo Pontífice sobre cada um dos assuntos, sugere-lhe e propõe as iniciativas que considera necessárias ou as medidas de governo convenientes e oportunas.
II. A Comissão realiza também uma obra de específica conexão entre a Sé Apostólica e os diversos Organismos internacionais ou nacionais para a América Latina. Concretamente ela está em contacto frequente:
a) com o Conselho Episcopal Latino-Americano e o seu Secretariado Geral, tendo relação continua com os mesmos e seguindo de modo diligente quanto se refere às suas tarefas e iniciativas; de acordo com os competentes organismos da Cúria Romana, ocupa-se sobretudo de examinar as resoluções e propostas formuladas pelo CELAM nas suas próprias reuniões;
b) com os Organismos episcopais nacionais e com outras Instituições de ajuda à América Latina;
c) com a Conferência Latino-Americana de Religiosos (CLAR), consultando a Congregação, que se chamará para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, especialmente naquilo que se refere à integração e participação dos religiosos na pastoral da Igreja na América Latina e, portanto, às relações da mencionada Confederação com os Bispos diocesanos, com as Conferências Episcopais e com o próprio CELAM;
d) com as Instituições Católicas Internacionais e outras associações e movimentos que operam na América Latina, escutando oportunamente o parecer do Conselho para os Leigos.
III. Presidente desta Pontifícia Comissão é o Prefeito da Congregação para os Bispos, o qual será ajudado por um Bispo Vice-Presidente.
Assistem-lhes, como Conselheiros, alguns Bispos, escolhidos pelo Romano Pontífice, tanto da Cúria Romana como dos Episcopados da América Latina.
IV. São membros dessa Comissão, nomeados pelo Sumo Pontífice:
Os Secretários dos Dicastérios da Cúria Romana especialmente interessados; dois Bispos representantes do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM); três Bispos diocesanos da América Latina.
V. A Comissão tem Oficiais próprios.
VI. A Comissão para a América Latina reunir-se-á geralmente de três em três meses, para o exame de todas as questões ordinárias e extraordinárias referentes à tarefa e competência próprias da Comissão (cf. art. I e II).
VII. Para o estudo de questões gerais de maior importância, a Pontifícia Comissão para a América Latina celebra, pelo menos uma vez por ano, Sessão geral para a qual serão convidados, além dos membros da Comissão:
— O Presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano;
— Os Presidentes e os Secretários dos Organismos episcopais locais ou nacionais para a ajuda à Igreja na América Latina e de outras instituições, a critério da Santa Sé;
— Os Presidentes da União de Superiores-Gerais, da União Internacional das Superioras-Gerais e da Conferência Latino-Americana de Religiosos.
VIII. Num Regulamento, que se submeterá à Nossa aprovação, serão especificadas concretamente e desenvolvidas amplamente as normas, segundo as quais se regerá e funcionará esta Pontifícia Comissão. Tudo o que estabelecemos nesta Carta em forma de « Motu Proprio », ordenamos que fique confirmado e ratificado, sem que obste nada em contrário.
Ambos os organismos foram muito importantes na preparação e realização das Assembléias a partir de Medelín, assim como na difusão e aplicação das suas conclusões jogam um papel decisivo no processo de maturação continental da Igreja na América.

Local da celebração da V Conferência Geral
“Se o Brasil nasce à sombra da cruz, organizou-se, cresceu e prosperou, protegido pela Madre Santíssima, venerada eternamente e invocada sob numerosos títulos” (Pio XII na rádio mensagem Embora, setembro 1954).
Os trabalhos da Conferência Geral se prolongam por 18 anos nas estruturas do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil. Pela primeira vez uma Conferência Geral será celebrada em uma união em um santuário da Virgem Maria, de Nossa Senhora Aparecida, ou melhor, não “união ao santuário”, mas no interior do santuário. Segundo Padre Sidney Fones, Secretário adjunto do CELAM: “Escolhendo um santuário mariano tão significativo para acolher A Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, Bento XVI, demonstra que o encontro não deve ser somente voltado ao trabalho, mas também, para usar uma expressão bíblica, um “cenáculo”, um momento de oração, de discernimento.
Assim o mesmo Monsenhor Andrés Stanovnik, secretário geral da Quinta Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe afirmou: “Quando nos puseram a par do fato de que o Santo Padre Bento XVI havia decidido que a Quinta Conferência ocorreria no interior do Santuário de Aparecida, nos alegramos muitíssimo. Antes, porque a Conferência será realizada dentro de um santuário mariano, que tem um profundo significado na nossa região. A devoção mariana é uma característica dos nossos povos. A nossa gente se sente muito ligada aos santuários marianos, onde experimenta uma especial proximidade com a Virgem, e se deixa conduzir por essa ao encontro com Jesus Cristo e com a Igreja. Os bispos estarão lá mais de 20 dias, acompanhados por numerosos peregrinos durante as celebrações quotidianas da santa Missa sobre o altar maior da Basílica. A presença da Virgem Maria, primeira discípula e missionária nos recordará a cada passo a nossa comum vocação de discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Para a Conferência de Aparecida, o encontro mariano se torna ainda mais significativo, se consideramos que a inauguração e a conclusão coincidem providencialmente com festas marianas: em 13 de maio a Virgem de Fátima, e em 31 de maio a Visitação da Santíssima Virgem Maria.
No contexto do Santuário de Aparecida, onde se manterá a reunião dos bispos, a presença de Nossa Senhora nos traz à mente aqueles dias nos quais, perseverando juntamente aos apóstolos, cooperou com o nascimento da Igreja. Nesta nos confiamos, de modo que ainda hoje esteja conosco, nos mostre o caminho da docilidade e da obediência ao Espírito Santo, e para que com sua luz saibamos discernir o tempo presente e assim, renovados pelo ardor missionário, trabalhamos tenazmente a favor da vida dos nossos povos em Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

Dado sobre a cidade de Aparecida (conhecida por brasileiros como Aparecida do Norte).
A alguns quilômetros de Guaratinguetá, cidade do Estado de São Paulo, se encontra a cidade de Aparecida, que deve o seu nome e a origem ao Santuário da Virgem que foi construído em 1743.
População: 34.904 habitantes (censo de 2000). Atualmente Aparecida recebe cerca de 7 milhões de peregrinos por ano.
Distância de São Paulo: 168km.

A cidade de Aparecida se encontra às margens da auto-estrada Presidente Dutra que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Mas de São Paulo a Aparecida pode-se usar também a auto-estrada Ayrton Senna ou a auto-estrada Carvalho Pinto. Todas as auto-estradas estão muito boas e largas.

Dados históricos acerca da vocação de “Nossa Senhora de Aparecida”
Em 1717, o governador do regimento de São Paulo, Don Pedro de Almeida, está fazendo uma viagem em direção a Minas Gerais seguindo a estrada de Vale do Paraíba. Para a alimentação do governador e pela sua comitiva haviam solicitado aos pescadores um local para reunir a maior quantidade possível de peixes.
Os pescadores, entre os quais havia Domingo Martins, Juan Alves e Felipe Pedroso, tomaram as suas canoas, foram ao Rio do Paraíba e começaram a trabalhar plenos de entusiasmo. Lançaram as redes, uma, duas vezes, mas era inútil. Não conseguiram pescar nada. Navegaram por seis quilômetros subindo o rio até o porto de Itaguassú. Pegaram novamente as redes, mas a única coisa que conseguiram puxar foi uma figura de cerâmica, coberta de lama e sem a cabeça. Após ter lançado novamente as redes tomaram a cabeça e descobriram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Concepção. Após isto capturaram uma grande quantidade de peixes. Os pescadores retornaram às suas casas felizes após ter feito uma pesca tão maravilhosa e muito impressionados por aquilo que ocorrera.
Felipe Pedroso conservou esta imagem em sua casa, juntamente com Lourenço de Sá por cerca de seis anos. Depois foi viver em Ponte Alta onde permaneceu por cerca de nove anos e passado este tempo transferiu-se a Itaguassú, onde haviam encontrado a imagem. Em 1733 Felipe presenteou a imagem a seu filho Atanásio Pedroso. Atanásio construiu um oratório e colocou a imagem da Virgem sobre este – assim chamado – altar de Paus. Neste oratório se reunia todos os sábados com a sua família e um grupo de vizinhos para recitar a terceira parte do rosário e louvar a Santíssima Virgem.
Logo começaram a ocorrer extraordinários prodígios e a fama da Virgem começou a difundir-se espontaneamente. O número de peregrinos que vinham de países próximos cresceu muito e a capelinha de Itaguassú tornou-se muito pequena.
Então Padre José Alves, vicário da paróquia de Guaratinguetá, ordenou que se construísse uma capela maior no Morro dos Coqueiros, que era mais próxima à paróquia. O Templo foi inaugurado em 28 de julho de 1745 sob a invocação de Nossa Senhora Aparecida e dois anos depois surgiu em torno a essa pequena vila.
O número de peregrinos continuou a crescer de modo extraordinário e a devoção estendeu-se por todo o Brasil. Muito cedo começaram a dedicar Capelas e Igrejas a Nossa Senhora Aparecida e por todas as partes era invocada como Mãe e Padroeira.
Em 1852 foi feita uma nova construção e mais tarde, em 1888, uma outra. Em 1904 a imagem foi solenemente coroada em 1908 o Templo foi elevado ao nível de Basílica menor. Em 16 de junho de 1930 Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil. Em 1946 iniciou-se a construção da atual Basílica e em 4 de junho de 1980 foi consagrada pelo Santo Padre João Paulo II.
Dados principais:
1717: três pescadores encontram as suas redes a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e inicia-se a devoção.
1741: constrói-se uma capela para acolher a imagem da Aparecida.
1844: foi construída uma igreja maior conhecida como “Basílica menor”.
1955: foi iniciada a construção da “Basílica Nova” que foi consagrada somente pelo Santo Padre João Paulo II em 1980.

Coroação de Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil
João Paulo II enviou uma mensagem a Monsenhor Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, no Brasil, na ocasião do centenário da coroação da estátua de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida. O Santo Padre se une espiritualmente à querida cidade brasileira nesta homenagem à sua Rainha e Protetora, e mandou como seu enviado especial aos ritos e às celebrações deste significativo evento, que se realizará no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o Cardeal Eugênio Araújo Sales.
“Passaram-se quase três séculos – explica o Santo Padre – de quando a Virgem realizou um encontro singular com o povo brasileiro deste local”. De fato, “as origens do santuário estão relacionadas com a descoberta por parte de três pescadores, de uma pequena imagem de Nossa Senhora, de cores negra e com o rosto sorridente, que viram surgir das águas, pescada com uma rede, com a qual, em seguida, obtiveram uma pesca muito abundante”.
Os três pescadores reconheceram nesta ação um sinal de proteção especial da Virgem. E a partir deste remoto mês de setembro de 1717, “cresceu no povo um culto pela imagem, que começaram a chamar Aparecida. A multidão imensa de pessoas e fiéis que se apresenta ao Santuário da Rainha e Protetora obedeceu – escreve o Papa – a uma comovente e sincera solicitação da alma deste povo brasileiro na sua busca de Deus através de Nossa Senhora”. “No passado da história desta imagem morena da Rainha e Mãe tanto amada – prossegue o Pontífice – multidões de homens e mulheres de todas as culturas e condições proclamaram-na soberana. Por isto o meu venerável predecessor, Pio X, sensibilizado pela solicitude dos filhos devotos da Virgem Aparecida, coroou Nossa Senhora como Rainha do Brasil em 1904”.
“A certeza de que Nossa Senhora, de um lado, se encontra sempre com Deus com o qual sustenta a causa de seus filhos, foi a causa pela qual foi denominada Onipotente e Suplicante”. De outra parte “é a nossa mesma estirpe, filha de Eva, nossa verdadeira irmã que compartilhou plenamente, como humilde e pobre mulher, a nossa mesma condição”.
João Paulo II confia a cada uma das Comunidades Eclesiásticas brasileiras a proteção de Nossa Senhora Aparecida, de modo que os seus filhos fiéis permaneçam em sua pureza da fé, colaboradores da esperança e generosos na caridade. É a ela que o Papa suplica para que infunda um maior dinamismo, fazendo de cada cristão um verdadeiro apóstolo.

Dados sobre o Santuário Nacional de Aparecida
- É dirigido pelos Padres Redentoristas
- Contém 75 mil pessoas
- a cúpula central têm uma altura de 70m e um diâmetro de 78m.
- A torre da Basílica mede 100m de altura na qual os peregrinos podem sair graças a modernos elevadores para observar a cidade de Aparecida e o porto de Itaguassú onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora.
- Próximo à Basílica há um estacionamento que hospeda até 5000 ônibus.
- A arquidiocese de Aparecida inclui a Rádio Aparecida que cobre todo o território brasileiro e recentemente inaugurou a TV Aparecida.
- Arcebispo: Monsenhor Raymundo de Assis Damasceno.

A viagem de Bento XVI será a primeira peregrinação apostólica na América Latina e a sexta fora da Itália desde quando foi eleito como sucessor de Pedro em 19 de abril de 2005. Em precedência, o Santo Padre realizou viagens apostólicas a Colônia (Alemanha), Polônia, Valência (Espanha), Munique, Altotting e Ratisbona (Alemanha II) e Turquia.

Participantes

Naquilo que diz respeito aos participantes, exceto a nomeação da Presidência, constituída por três Presidentes e um Secretário Geral, que é prerrogativa do Santo Padre, o Regulamento da V Conferência Geral, aprovado por Bento XVI, estabelece o quanto se segue:
Com vozes e voto participam 176 Bispos e Cardeais entre os quais se encontram:
- Os três Presidentes nomeados pelo Santo Padre. Estes são: o Cardeal Giovanni Battista Re, Prefeito da Congregação pelo Clero e Presidente da Comissão Pontifícia pela América Latina; o Cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa, Arcebispo de Santiago do Chile e Presidente do CELAM; o Cardeal Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo de Salvador da Bahia.
- Todos os Cardeais latino-americanos – residentes na América – que não superaram os 80 anos.
- Os membros da Presidência do Conselho Episcopal Latino-americano em função da inauguração da Assembléia (formam parte da Presidência segundo os Estatutos do próprio CELAM: o Presidente, os dois Vice-presidentes, o Secretário Geral e o Presidente do Comitê Econômico).
- Os Presidentes das Conferências Episcopais da América Latina que participam de direito. Além disso participam também os Presidentes das Conferências Episcopais dos Estados Unidos, do Canadá, da Espanha e de Portugal em função da inauguração da Assembléia. Pela primeira vez nesta Conferência os Presidentes destes países terão voz e voto. Até agora foram somente visitantes, sem direito a voto.
- Os Bispos delegados de cada Conferência Episcopal da América Latina e eleitos pela mesma (os Eméritos Bispos podem também ser Delegados). A proporção é um Bispo para cada oito Bispos, a fim de garantir deste modo a proporcionalidade e a representação da Igreja. Por isto, os mais representados serão Brasil e México.
- O Presidente e o Vice-presidente da Comissão Pontifícia da América Latina;
- Cardeais e Bispos designados pelo Papa;
- Secretário Geral do Sínodo dos Bispos.

Todos os eleitos devem contar com a ratificação do Santo Padre. Somente com direito à voz participam: o Núncio Apostólico no Brasil e outros dois Representantes Pontifícios na América Latina designados pelo Santo Padre; os Bispos Presidentes e os Bispos Secretários Gerais do “Consilium Conferentiarium Episcopalium Europae”, do “Symposium” das Conferências Episcopais da África e de Madagascar e da Federação da Conferência Episcopal da Ásia; três Bispos dos Estados Unidos e um do Canadá designados pela Presidência das suas respectivas Conferências Episcopais.

Ainda que se trate de uma Conferência do Episcopado, participam também, na qualidade de Enviados, sem votos, mas podendo tomar a palavra quando a Presidência os convida a falar sobre algum tema:
- 24 sacerdotes diocesanos representados pelas Conferências Episcopais.
- 4 diáconos permanentes.
- 23 membros de Institutos de Vida Consagrada (homens e mulheres).
17 leigos (homens e mulheres).
- 6 representantes ecumênicos.
5 membros de Organismos de auxílio à Igreja da América Latina.
- 15 peritos em diversas especialidades.

A este número devem-se somar algumas pessoas convidadas expressamente pela Presidência. Como Observadores, estão presentes os Representantes de outras Igrejas, comunidades eclesiásticas propostas pelo CELAM, de acordo com o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Da Conferência participam também os Peritos designados pela Santa Sé. A função dos Peritos é de auxiliar a Presidência e da Secretaria Geral da Conferência, segundo a elaboração de intervenções e de textos, quando solicitada sua colaboração.

DOCUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO

O Documento de Participação, como indica o seu nome, expõe o tema da V Conferência Geral e busca suscitar a participação mais ampla possível nesta etapa de preparação e neste momento de graça e de condução pastoral. Centra-se sobre a vocação dos discípulos e missionários de Cristo, chamados por Ele ao início do terceiro milênio, de modo que os nossos povos possam satisfazer sua sede de vida em Cristo.
O Capítulo I indica as aspirações mais profundas da nossa existência como seres humanos e como batizados. Diante do nascimento de uma nova época, em meio a grandes desconcertos e vacilações, a novas expectativas e recusas, era conveniente que indicássemos as aspirações mais profundas da nossa existência, sobretudo aos da verdade e felicidade, e que iluminássemos com a revelação tanto da Antiga como da Nova Aliança.
O Capítulo II nos propõe a tomada de consciência do fato de termos sido abençoados, sem méritos de nossa parte, através da Boa Nova que chegou, não sem dor, como uma mensagem de esperança às nossas terras, e através dos revigorantes impulsos do Espírito Santo, neste momento de Nova Evangelização.
Estes capítulos querem ajudar as comunidades que trabalham para a conscientização das próprias aspirações e da grande benção que receberam de Deus. São capítulos que convidam à gratidão e a olhar a nossa vocação, como também os desafios que apresentam o tempo atual, de uma identidade clara, que estimamos muito.
A partir desta consciência, o Capítulo II, nos convida a ir ao encontro de Jesus Cristo, e a permanecer com Ele como seus discípulos e missionários que vivem na comunhão da Igreja, propondo-nos a aprofundar o conteúdo bíblico e teológico da nossa condição de discípulos e missionários, como também que percorramos as vias que nos levam a converter-nos realmente em discípulos e missionários de Jesus Cristo, e que façam de modo que muitos o encontrem e o sigam.
Abrir os nossos olhos à realidade do mundo e a da Igreja no início do terceiro milênio, ou seja, encontrar-se diante de grandes desafios. Este é o conteúdo do Capítulo IV. A voz do tempo é a voz de Deus. Ele nos fala através dos encontros e da situação que atravessamos durante a nossa peregrinação. A maior parte destes são situações muito dolorosas, como por exemplo a perduração da pobreza; outras mostram dúvidas e emancipações, enquanto outras falam com gratidão para com a semente da nova vida, de dons e influxos que o Espírito Santo continua a fazer na nossa Igreja na América Latina e no Caribe. Estes desafios serão avaliados, completarão ou redefinirão com maior precisão e amplitude.
Este capítulo se subdivide em quatro temas, ou seja: vivamos em meio a dores do parto da nova época; a globalização, um desafio para a Igreja; as esperanças e as tristezas dos nossos povos nos chamam; os católicos e a Igreja diante de outros desafios internos ao próprio contexto em que vive.
Pode-se notar bem como este capítulo, que trata dos desafios que enfrenta a cultura, o intercâmbio internacional, os nossos povos e a Igreja, pode desenvolver-se antes do capítulo III, já que a tarefa de ser e formar discípulos e missionários de Jesus Cristo á nossa primeira resposta aos grandes desafios do tempo. As Conferências Episcopais têm a liberdade de mudar a ordem da matéria.
O último capítulo refere-se à urgência do encargo de Jesus Cristo. Através Dele o Pai nos convidou a ser discípulos de toda a gente. A nossa missão nos pede para evangelizar a cultura dos nossos povos, chegando até as suas mesmas raízes (EM 18 e 20). É uma tarefa que envolve tanto a Igreja quanto a Sociedade. Queremos que a cultura seja um espaço que acolhe a vida em Cristo, de modo que todos sejam Nele filhos do mesmo Pai, e vivamos como familiares de Deus, chamados à santidade, à alegria, e à fecundidade da Boa Nova. Queremos que também os pobres e os marginalizados possam viver em conformidade com a sua dignidade de filhos de Deus, e que todos trabalhemos com a paixão “para a cultura da vida”, sobretudo da vida dos seus membros mais aflitos, constituindo com todos eles Jesus Cristo os construtores do seu Reino.
O texto deste capítulo é uma breve introdução ao tema: “De modo que os nossos povos tenham vida Nele”. Precisamente distingue-se porque se trata da vida “Nele”, a vida que do Cristo ressuscitado toma a sua força, a sua inspiração e o seu estilo inconfundível; porque tem a sua origem Nele, realiza-se com Ele e atinge Nele a sua plenitude. Pede-nos de realizar a missão da Igreja neste tempo de graça, mediante uma ação em favor da vida dos nossos povos Nele. Sabendo que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida e todos poderão propor de que modo responder aos desafios do início do terceiro milênio com a coerência e a valência própria dos discípulos e dos missionários do Senhor.
Como se pode notar, é um capítulo que se abre decisivamente ao testemunho e à ação missionária. É um capítulo que aponta à Grande Missão Continental que desejam iniciar com a celebração da V Conferência Geral. Deixamos aberto este capítulo às reflexões de todos e às contribuições que nos convidam através das Conferências Episcopais.
O texto completo da participação se encontra em:

http://www.celam.info/download/documentoparticipacion_ultimo.doc

DOCUMENTOS DE SÍNTESE

O documento de “Síntese das contribuições recebidas pela V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano” foi apresentado na sede do CELAM em Bogotá (Colômbia) em 30 de março de 2007 e constitui o documento que acompanhará o trabalho dos Bispos reunidos em Aparecida na reunião convocada pelo Papa Bento XVI. Este texto é o resultado de um intenso trabalho que durou meses, no qual foi recolhida a contribuição de 21 Conferências Episcopais da região, dos Departamentos do CELAM, de alguns Dicastérios Episcopais da região, dos Departamentos do CELAM, de alguns Dicastérios Romanos, de diversos organismos e outras associações várias. Os textos foram estudados por uma comissão especial de bispos, teólogos, e biblistas nomeados pela Presidência do CELAM. Uma vez estudados, foram a base para redigir o documento de síntese.
A Síntese consta de uma Introdução, três capítulos e as conclusões. A Introdução explica o grande caminho empreendido na América pela chegada da fé, que o converteu no Continente da Esperança, e que conseguiu, com a sua singular originalidade, a enriquecer grandemente o caminho da Igreja Universal. É expressamente reconhecido que a “fé católica, que se estabeleceu no Continente desde o primeiro momento, marca profundamente a nossa história”. Esta fé católica teve uma recepção positiva “graças às potentes ações do Espírito Santo através da evangelização e a predisposição de tantos missionários a aproximar-se das culturas autóctones de modo claro e compreensível”, além disso foi decisiva “a missão evangelizadora de numerosos bispos, missionários, religiosos e leigos apaixonados pela vida e pelo destino dos homens e dos povos”. Mas se nota também que “em numerosos povos a identidade cultural e cristã é frágil” e que “os processos de evangelização muitas vezes permaneceram incompletos”. Por isto, no documento afirma-se que “a nossa tradição católica e as nossas escolhas pessoais pelo Senhor chegam mais profundamente no coração das pessoas e dos povos latino-americanos como encontro revigorante e transformador com Cristo... ou corre o risco de continuar, o que seria e a diluir-se em vários setores da população, o que seria uma perda dramática pelo bem dos nossos povos e por toda a catolicidade”. Justamente esta é o grande desafio ao qual a V Conferência Geral tentará dar uma resposta.

No Primeiro Capítulo, “olhamos os nossos Povos à luz do Projeto do Pai”, exprime o amor de Deus pelo povo latino-americano, um amor que independentemente da sua imensidão se empobreceu pelo pecado do homem. Esta realidade do pecado reflete-se na América nos recentes desafios e nos fenômenos como o impacto da globalização, a hegemonia do fator econômico e técnico-científico e a crise da família e da cultura. O Capítulo Segundo, “Jesus Cristo, fonte de vida digna e plena”, oferece orientações e critérios para o discernimento e a missão a partir da revelação. O Terceiro Capítulo, “O Espírito nos estimula a ser discípulos e missionários”, ocupa-se do ato evangelizador da Igreja. Estimulada e animada pelo Espírito Santo que convoca todos os seus membros para a missão, inspira-se na vida da Virgem Maria, dos apóstolos e dos santos.
Texto completo do documento de síntese
http://www.fides.org/spa/documents/celam/vconferencia_sintesis_300307.pdf

CAMINHO DE PREPARAÇÃO À V CONFERÊNCIA DO CELAM

Os estatutos do CELAM estabelecem entre suas funções, a de “preparar a Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe quando a Santa Sé os convoca...” (Art. 4,7).
Para levar a cabo esta missão seguiram-se cinco vias. Uma primeira via de preparação, o caminho mais amplo e direto, foi realizado nas dioceses e nos países. Outra estrada foi a de por-se em contato com os diferentes Dicastérios da Cúria Romana, solicitando as suas contribuições na preparação da Conferência. E do qual foram recebidos valorosas colaborações. Uma terceira estrada levou a orientar novamente, à luz do tema da Conferência de Aparecida, a realização dos programas recebidos pelas precedentes Assembléias do CELAM, que configuram o Plano Global do quadriênio; a quarta via foi convocar congressos e seminários de especialistas, de modo que os participantes pudessem enriquecer-se com as suas reflexões. Por fim, uma quinta via consiste na publicação de alguns livros sobre a situação da América Latina e do Caribe, e sobre temas bíblicos que iluminam o tema da Conferência de Aparecida.

A preparação para as Conferências Episcopais e para as dioceses.

Muitas Conferências Episcopais receberam com entusiasmo o tema e o convite a participar ativamente da preparação. O Documento de Participação foi reimpresso em muitos paises. O trabalho mostrou-se muito fecundo naquelas dioceses que foram convidadas não somente a refletir e a trazer contribuições, mas também a rezar e a iniciar aquele processo de vida que implica escutar a palavra de Deus no tema da Conferência. Em alguns países a Assembléia das Conferências Episcopais dedicaram parte das suas reflexões à V Conferência Geral. A parte dos Bispos foi o ponto de partida de trocas sobre a sua vida e seu ministério que nem sempre se havia mostrado.
Na sede do CELAM, a partir do mês de novembro, receberam-se contribuições das Conferências Episcopais. Durante o mês de dezembro de 2006 foram classificadas segundo os diversos temas. Responderam 21 das 22 Conferências Episcopais. As suas respostas chegaram a 1421 páginas. Nos Estados Unidos da América trabalhou-se com o Documento de Participação em 50 dioceses. Também estes enviaram o fruto das suas reflexões.
Houve, além disso, contribuições de pessoas e organismos de vários países, mesmo de organismos internacionais, que foram enviadas diretamente à sede do CELAM. Chegou-se a 720 páginas.
Um grupo de bispos e de teólogos trabalhou arduamente em Bogotá, reassumindo as contribuições que chegaram e escrevendo o “Documento de Síntese” que foi publicado em 30 de março de 2007.

B Congressos, Encontros e Seminários organizados pelo CELAM em preparação à V Conferência Geral

Os Encontros e os Seminários que formavam parte do Plano Global 2003-2007, desde o momento no qual o Santo Padre aprovou o tema da Conferência de Aparecida, foram realizados quase sempre à luz do dito tema. Por isto, em muitos destes surgiram contribuições diretas para a V Conferência Geral. Entre estes Congressos se evidenciam:

Os Dois Congressos Continentais com uma ampla participação dos membros das respectivas áreas:
1º Primeiro Encontro Continental dos Representantes dos Movimentos Apostólicos e das Novas Comunidades na América Latina e no Caribe. Preparado juntamente com o Conselho Pontifício dos Leigos. Realizado em Bogotá (Colômbia) de 19 a 12 d março de 2006.
Tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo hoje” itinerários de fé e compromissos.
O objetivo do Encontro era refletir e recolher a válida experiência dos movimentos eclesiásticos e das novas comunidades em seus papéis de conduzir ao encontro com Jesus Cristo vivo e a formar discípulos e missionários ao serviço da evangelização, da cultura e da construção da sociedade.
Um primeiro balanço mostrou que este Congresso, o primeiro realizado na América Latina pelos Movimentos Eclesiásticos do nosso Continente e do Caribe, teve um grande resultado. Participaram mais de 40 movimentos eclesiásticos. Tanto o Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, Mons. Stanislaw Rylko, e os seus colaboradores, quanto os membros do CELAM e os bispos presentes, consideraram de grande valor tanto o convite a oferecer a sua experiência quanto o acolhimento que receberam do Conselho episcopal, tanto ascendentes, que o Espírito Santo presenteou à Igreja como tantas escolas de formação dos discípulos e missionários, de acordo com a necessidade dos nossos tempos.
AMÉRICA/COLÔMBIA – grupos de trabalho do Primeiro Congresso de Movimentos eclesiásticos e Novas Comunidades na América Latina em preparação à V Conferência do CELAM: “não ter medo de anunciar Cristo de modo explícito para mudar a cultura atual”.
Os 180 participantes que representavam 45 movimentos e comunidades reuniram-se em distintos grupos segundo 7 diversas temáticas. O primeiro grupo concentrou-se sobre o tema “Anúncio cristão e piedade popular”, sublinhando como a religiosidade popular é um tesouro ou um patrimônio ameaçado e, por tanto, os movimentos devem intensificar a piedade popular segundo as próprias raízes. Cada movimento, além disso, deve receber o espírito missionário segundo a própria raiz para inculcar a piedade popular e compartilhá-lo com os outros.
O segundo grupo concentrou-se sobre a “ameaça da difusão das seitas”, constatando que a maior parte daqueles que fazem parte de uma seita são ex-católicos e o problema da falta de formação entre os fiéis. Para isto propõe, entre outras coisas, a acentuação da evangelização extraparoquial, a realização de grupos e de comunidades e verdadeiros caminhos de encontro, e dar prioridade aos jovens na evangelização.
Um outro grupo de trabalho foi sobre “os desafios e o relativismo ético”, sublinhando o papel dos meios de comunicação na criação desta nova cultura. Para isto propõe-se a integrar os movimentos nas Igrejas locais com uma atitude de abertura, uma maior formação entre sacerdotes diocesanos que permita conhecer os movimentos, evangelizar nos distintos ambientes sendo fermento na massa, e não ter medo de anunciar Cristo para mudar a cultura atual.
Com relação ao tema da “Presença cristã na sociedade e na política” notou-se uma crescente presença dos leigos católicos envolvidos em movimentos e ações sociais, uma presença ainda muito fraca e de modo especial a ausência de leigos nas estruturas políticas que permitiram a construção de uma sociedade sem referências éticas. Por isto deve-se intensificar a presença dos leigos nestes espaços e oferecer uma permanente formação na política baseada sobre a Doutrina Social da Igreja.
“O papel educativo: reconstruir o tecido humano, familiar e social”, foi outro dos temas tratados, propondo influir sobre aspectos legislativos nacionais que afligem a família, apostar na dignidade da pessoa, fomentar o primado social, um maior compromisso social, político e econômico, aprofundar o próprio carisma para poder contagiar aos outros.
Com relação “à imaginação da caridade diante das velhas e novas pobrezas” acentuou-se a importância de ter experiências de caridade que exigem o contato pessoal com o pobre e como os movimentos devem responder às necessidades atuais através de obras e compromissos concretos.
“A transmissão e a educação da fé aos jovens” foi o último dos temas tratados pelos grupos. Como prioridade foram acentuadas três: proclamar Cristo aos jovens em um ambiente de acolhimento, oferecer aos jovens uma comunidade onde se possa encontrar e ser acolhido, acompanhar os jovens em um itinerário de formação.
Texto completo das conclusões e das contribuições dos grupos de trabalho em espanhol:
http://www.evangelizatio.org/portale/adgentes/chieselocali/chieselocali.php?id=222

2º Encontro Continental e Congresso de teologia-pastoral mariana
Local e data: Cuautitlán, México, de 27 de setembro a 1º de outubro de 2006.
Tema: acentuar e acolher a piedade mariana dos nossos povos para com a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Jesus e dos seus discípulos.
Através deste encontro de Pastoral Mariana buscava-se abrir as estradas à devoção mariana dos povos latino-americanos, de modo que os sacerdotes, os agentes pastorais e todos os membros do povo de Deus saibam cultivá-la, e esta dê os seus frutos, aprofundando o encontro com Jesus Cristo vivo e o vínculo de pertencimento à Igreja, reavivando a vida litúrgica, a formação catequista, a vida comunitária, a ação missionária e de solidariedade, a evangelização da cultura, ou seja, todas as dimensões da vida cristã.
Participam 167 pessoas vindas de todos os países da América Latina e do Caribe, bem como os representantes da Itália e dos Estados Unidos. O Encontro foi presidido pelo Cardeal Francisco Javier Errázuiz, arcebispo de Santiago do Chile e Presidente do CELAM.
O centro do Encontro foi o Congresso Teológico-Pastoral Mariano que enumerou diversas relações que abraçarão perspectivas de teologia e do dogma mariano: “Maria, Mãe e modelo formador dos discípulos e dos missionários de Jesus Cristo” (Pe. Stefano de Fiores, smm); “O princípio mariano: chave para a nossa pastoral e padagogia mariana no discípulo e na missão” (Pe. Joaquin Alliende, sch); “Dimensão e crescimento da espiritualidade mariana” (Dra. Deyanira Flores González); “Orientações pastorais para iluminar e estimular a pastoral mariana” (Pe. Francisco Petrillo, omd). Além disso, realizaram-se vários laboratórios temáticos marianos, cuja finalidade era aprofundar algumas dimensões chave do encontro mariano: Maria na Igreja; Maria na piedade popular e nos santuários; Maria, “a mulher eucarística”; Maria e a mulher de hoje; Maria e o nosso compromisso social; Maria na arte; Maria na catequese.

Os Nove Seminários, isto é nove encontros de peritos com o objetivo de preparar subsídios (publicações) para quem participa da V Conferência Geral.

1º Seminário sobre a Igreja na “Opinião Pública”
Tema: recolher a atual opinião pública generalizada sobre a Igreja católica nas diversas dimensões sociais.
Local e data: Bogotá, setembro de 2005

2º Seminário sobre o Presbiterato
Tema: o Presbítero, discípulo e missionário de Jesus Cristo na América Latina.
Local e data: Panamá, março de 2006

3º Seminário sobre gestores sociais: políticos, empreendedores, trabalhadores
Tema: aprofundar o papel dos leigos no momento presente da América Latina e causas da incongruência no ser e que coisa fazer de um grande número de fiéis.
Local e data: Bogotá, agosto de 2006.
A convocação do Seminário convidava a refletir sobre “leigos no tempo atual na América Latina e no Caribe, desafios e oportunidades, do mundo da economia, a política e o trabalho, para consolidar a sua participação como discípulos e missionários de Jesus Cristo e nossos povos tenham vida Nele”.

4º Seminário sobre a mudança cultural
Tema: Discernir a mudança da época que estamos vivendo, com as suas oportunidades e ameaças para os fiéis cristãos como discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Local e data: de 5 a 7 de 2006
O objetivo com o qual se convidou a participar deste seminário consistia no discernimento dos sinais de mudança da época que estamos vivendo, para descobrir nestas algumas oportunidades que se apresentam para desenvolver a identidade, a vocação e a missão dos fiéis cristãos – discípulos e missionários de Jesus Cristo – como também identificar as suas ameaças.

5º Seminário de reflexão interdisciplinar
Tema: Refletir sobre o encontro da V Conferência Geral no contexto histórico, eclesiástico e social atual.
Local e data: Bogotá, novembro de 2006
Na carta de convocação a este seminário dizíamos perceber a necessidade de abrir um diálogo em um espaço especializado e interdisciplinar sobre o tema e sobre o encontro eclesiástico que significa celebrar a V Conferência Geral no atual momento histórico da Igreja na América Latina e no Caribe.

6º Seminário “Para a vida dos nossos povos em Cristo” (exclusivo para as mulheres).
Tema: aprofundar a contribuição feminina à perspectiva de vida que fecha o tema que nos consignou o Santo Padre para a V Conferência Geral.
Local e data: Bogotá, novembro de 2006.
Buscava-se recolher as reflexões que surgem das missões das mulheres e da sua maternidade espiritual a favor da vida e da sociedade.

7º Seminário de missionologia
Tema: aportar critérios e orientações pastorais à V Conferência Geral sobre a Missão Continental, que espera estimular a reunião de Aparecida.
Local e data: Bogotá, março de 2007.

8º Encontro com Economistas mundiais e o CELAM. Realizado em colaboração com MISEREOR
Tema: a globalização, a superação da pobreza e a iniqüidade.
Local e data: Roma, março de 2007.
III Publicações sobre diferentes temas relacionados à Conferência de Aparecida.
Ainda que as comunidades que foram consultadas tenham trabalhado com muito interesse e entusiasmo, isto não significa que o resumo das suas contribuições seja suficiente para obter uma visão profunda, global, que subdivide, da realidade com os seus elementos mais determinantes e dinâmicos, nem o discernimento disto que se obteve do coração e da vontade de Deus, nem a cristalização das linhas pastorais mais sabias e proféticas para a ação pastoral nas nossas Igrejas particulares.
Desde o início da preparação a Presidência do CELAM estimou que será necessário oferecer diversos estudos e reflexões sobre temas centrais para o trabalho da V Conferência Geral. As matérias e as perspectivas para aproximá-la são numerosas. Por isto, durante este tempo de preparação foram publicados muitos livros e textos.

Desenvolvimento da Conferência
A conferência desenvolve-se em dois tipos de sessões: Plenária e por Comissão. Cada Comissão, com voto secreto, entre Bispos com direito ao voto, deve eleger um moderador e dois relatores. As votações realizam-se segundo as normas do Código de Direito Canônico. Para a votação, é obrigatória a presença do Delegado na sala ao momento do voto. Vota-se escrevendo sobre uma folha uma das três alternativas possíveis: “Placet”, “Non Placet”, e “Placet iuxta modum”.

Textos conclusivos da Conferência
Sobre os textos conclusivos da V Conferência Geral, o seu Regulamento estabelece o quanto se segue: “O eventual documento final, se assim for decidido, ou a mensagem conclusiva da Conferência serão elaborados atentamente, revisados meticulosamente pela Comissão ou pelas Comissões designadas por este motivo, sob a direção da Presidência e com a colaboração do Secretário Geral, ajudado pelos Peritos”.
É preciso notar, segundo aquilo que estabelece o mesmo Regulamento, que o dito documento deve necessariamente ser apresentado ao Santo Padre antes da sua publicação, pelo qual “antes da autorização à publicação por parte do Santo Padre, permanecerá absolutamente reservado e não poderá ser difundido”.

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